quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

80% dos pais não notam perda auditiva dos filhos.

Quadro deve ser avaliado o quanto antes, pois ocasiona atrasos no desenvolvimento da criança.

A perda parcial de audição durante a infância é um problema que passa despercebido por pais e professores. O quadro, entretanto, deve ser tratado o quanto antes, pois ocasiona atrasos no desenvolvimento da criança. Um levantamento realizado em Curitiba pelo Centro de Pesquisa e Avaliação Auditiva (CPAA) constatou que quatro em cada cinco pais de crianças com perda de audição não haviam se dado conta do problema. Entre os professores, dois em cada três não perceberam a condição em seus alunos.

Os números são particularmente preocupantes para Curitiba – cidade que, por causa do clima, registra casos de perda de audição parcial reversível em 20% das crianças de até 6 anos. A quantidade de casos é comparável a de países de clima ártico. Não há estudos amplos sobre o tema no Brasil, mas a estimativa de especialistas do setor é que em cidades do Nordeste, por exemplo, a doença atinja no máximo 3% das crianças. A relação entre clima e perda de audição ocorre por causa das doenças respiratórias. Como o catarro costuma se acumular e solidificar no canal do ouvido médio, a membrana no tímpano passa a vibrar menos e impede a identificação adequada dos sons. As otites (inflamação na membrana do ouvido) são outra causa comum de redução da audição na infância.

“A questão mais grave é que se trata de uma doença silenciosa. Como não dói e não tem sintoma externo, e a própria criança não percebe, acaba passando despercebida pelos pais”, alerta o otorrinolaringologista pediátrico Lauro João Lobo Alcântara. Existem comportamentos característicos, entretanto, que podem servir como pista para os pais. Nas crianças menores (até 3 anos), a perda de audição retarda a aprendizagem da fala, já que elas não ouvem os fonemas a serem repetidos. Nas maiores, em idade escolar, o efeito mais comum é a perda de atenção nas aulas e em conversas com adultos. Elas ainda costumam assistir à tevê com o volume muito alto.
“O que costuma acontecer é as mães trazerem os filhos para consulta com outra queixa, e descobrirem que o problema está relacionado à audição. Já as escolas reclamam de desatenção, mas também sem saber qual é a causa”, explica a fonoaudióloga Solange Bley. “A perda leve da audição não significa que a criança seja surda. Esse tipo de problema é perfeitamente reversível se bem tratado”, tranquiliza.
Tratamento
Existem dois tipos de tratamento mais usados. A primeira tentativa é com medicamentos para o nariz, que ajudem a melhorar a respiração e com isso evitem a obstrução do ouvido. Caso não haja reversão em até três meses, é realizada uma microcirurgia para inserir um tubinho de silicone no ouvido. Conectado à membrana do tímpano, ele tem a função de substituir provisoriamente o tubo auditivo até que haja a recuperação completa.
Médicos recomendam que as crianças façam um exame auditivo por ano, preferencialmente antes do início do período letivo. Em algumas escolas, o exame é ofertado dentro da própria instituição nos primeiros dias de aula.
O otorrino Lauro Alcântara lembra que existe ainda a opção de se realizar uma triagem auditiva. O exame, mais simples e barato que a checagem completa, é capaz de detectar se existe a possibilidade de algum problema de audição. Em caso positivo, exames mais aprofundados se fazem necessários.

Escolas
Campanha alerta sobre cuidados
Aproveitando o início das aulas, uma campanha realizada por instituições e profissionais de saúde pretende promover a conscientização sobre os cuidados com a audição. A iniciativa, intitulada “Aluno que escuta bem aprende melhor”, tem o objetivo de combater a desinformação entre os adultos e evitar que o problema se prolongue sem tratamento, o que aumenta o dano à criança.
A campanha começa oficialmente nesta semana, e se estende por cerca de 20 dias. “Faremos palestras em escolas e vamos distribuir materiais explicativos, tentando atingir o maior número de pessoas possível”, explica Simone Bley, fonoaudióloga e uma das organizadoras da ação. A campanha é uma promoção do Centro de Pesquisa e Avaliação Auditiva (CPAA), em parceria científica com o Programa Infantil Phonak e a Clínica de Otorrinolaringologia Pediátrica de Curitiba .

Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Coxa e Timãozinho terá acesso restrito.

Presença do Coritiba no Ecoestádio, domingo, obriga polícia a sugerir a venda de apenas 795 ingressos para o duelo. Corinthians-PR aceita.

Depois de ter briga por aluguel de estádio e clássico com torcida única, o Campeonato Paranaense de 2012 tem chances de ganhar mais um episódio peculiar: a partida com pouco público por obrigação. Corinthians-PR e Coritiba, marcado para as 15h50 de domingo no Ecoestádio, deverá ter uma quantidade pequena de ingressos à disposição dos torcedores.
A medida, que será proposta pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em reunião na manhã de ho­­je, deverá limitar a venda de ingressos para o duelo válido pela 2.ª rodada do returno do Parana­­en­­se a apenas 20% da capacidade total liberada do estádio. A praça esportiva comporta, ao todo, 3.976 pessoas. Sendo assim, no máximo 795 espectadores serão liberados. No ano passado, o mesmo encontro, em um dia útil à tarde, teve 1.279 pessoas na arquibancada verde.
Os acessos ao estádio do Timãozinho, na BR-277, saída para Ponta Grossa, ainda sem uma passarela, tornaram-se a ser alvo dos policiais e do Ministério Público após o atropelamento e morte do torcedor atleticano André Scaramussa Lopes, de 21 anos, deixando a partida em que o Atlético goleou o Roma por 4 a 0 no dia 1.º de fevereiro.
A travessia pela rodovia acaba sendo a alternativa da maioria dos torcedores, que deixam seus carros estacionados no Parque Barigui, em frente ao acanhado estádio.
“Discutimos com a Federação Paranaense de Futebol, o Ministé­­rio Público e o Corinthians, e deveremos fazer esta redução para evitarmos um alto número de pessoas atravessando a rodovia e também evitar muita confusão no trânsito”, explicou o chefe da delegacia metropolitana da PRF, inspetor Anthony Nascimento.
Um outro pedido que será apresentado ao mandante do confronto é que conceda mais uma opção de acesso ao estádio. A PRF irá, em uma inspeção, verificar a viabilidade de uso da entrada que fica nos fundos do local, perto da sede do clube e de um campo de treinamento. “Vamos fazer esta verificação do local e conversar sobre a possibilidade”, disse o inspetor.
O Corinthians-PR está aberto ao diálogo e até a abrir mão de boa parte da arrecadação que teria com o jogo contra um dos grandes. “A posição do clube é a do bom senso. Iremos conversar e buscar a alternativa mais segura. Seria um dos dois jogos que a gente melhor arrecadaria no ano. Pelo menos, contra o Atlético [previsto para a primeira semana de abril], já deveremos ter pronta a passarela na frente do estádio”, afirmou o presidente do clube, Joel Malucelli.
Mesmo com a passarela, que permitirá o acesso seguro entre os dois lados da rodovia e tem entrega prevista para a última semana de março, a PRF considera que mais melhorias ainda precisam ser feitas para que o Janguito tenha a capacidade total liberada.
“Ainda precisamos fazer com que o estádio tenha seu terreno completamente isolado da rodovia e que aquela posição do portão seja alterada, mas isso iremos discutir futuramente”, seguiu Nasci­­mento.
Apenas após a reunião, o Corinthians-PR deverá anunciar o sistema da venda dos ingressos para a partida.
Antes do polêmico confronto com torcida seleta, as duas equipes jogam pela rodada inicial do 2º turno. Hoje, às 20h30, o Corinthians joga fora contra o Rio Branco. Já o Coritiba entra em campo apenas amanhã, às 19h30, diante do Toledo, no Couto Pereira.
Entenda
Tire as dúvidas sobre as limitações do Janguito:
Por que o estádio ficou em evidência?
Sem poder contar com a Arena, fechada para as obras da Copa de 2014, o Atlético escolheu o campo do Corinthians-PR para abrigar as suas partidas no Paranaense. Antes, o Furacão tentou o Couto Pereira e a Vila Capanema, sem sucesso.
Qual o problema?
O Janguito Malucelli é localizado à beira da BR-277 (saída para Ponta Grossa) e não há uma passarela para a travessia de pedestres – do outro lado está o Parque Barigui, usado como estacionamento em dias de jogos. Nas partidas com número elevado de torcedores, quando Coritiba e Atlético estão envolvidos, por exemplo, essa situação é preocupante. A capacidade do campo é de aproximadamente 4 mil pessoas.
O que aconteceu?
No confronto entre Atlético e Roma, no dia 1º de fevereiro, o torcedor rubro-negro André Scaramussa Lopes morreu atropelado na saída da praça esportiva ao tentar cruzar a rodovia. Foi o estopim para que a Polícia Rodoviária Federal encaminhasse um ofício ao Ministério Público alertando que o estádio não tem condições de receber partidas com público grande. O MP acatou o pedido e decidiu vetar o estádio.
Será construída uma passarela?
A concessionária do trecho (CCR RodoNorte) afirma que uma passarela para auxiliar a travessia estará pronta na última semana de março.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Bons de atributos, mas ruins de vendas.

Qual é a fórmula para um carro cair no gosto do consumidor e virar um sucesso de vendas? Ter visual atraente, ser bem equipado ou oferecer bom preço? A resposta poderia ser a união desses fatores, mas nem sempre é o que ocorre. Alguns dos atuais modelos no mercado chegam bem avaliados pela imprensa especializada, mas não deslancham no volume de emplacamentos, segundo revela os números da Fenabrave, associação que reúne os distribuidores nacionais de veículos. Confira a lista dos dos carros que patinam nas lojas.

Polo hatch
Carro de construção moderna e excelente dirigibilidade, nunca apresentou grande desempenho comercial. Parece que enfrenta uma concorrência dentro da própria marca com Gol, Fox e Golf. Passou por uma reestilização em 2011, mas amargou uma média de 780 emplacamentos/mês. Com preços a partir de R$ 44.480, vem com direção hidráulica, freios ABS, airbag duplo, ar-condicionado, CD Player com MP3, Bluetooth e USB.
É oferecido nas motorizações 1.6 Flex (104 cv) e 2.0 (120 cv), com opção de câmbio automatizado (I-Motion).
Nissan Tiida
Tem um dos conjuntos mecânicos mais redondos de seu segmento. O motor 1.8 Flex 126 cv responde prontamente aos comandos do acelerador. O bom torque em baixas rotações evita a necessidade de acelerar em demasia, o que reflete no baixo consumo. Teve desempenho discreto nas vendas em 2011, ocupando o sétimo lugar entre os médios, com 841 unidades/mês. Ficou um pouco abaixo do Citroën C4 e do Fiat Bravo.
A versão de entrada, que pode sair por R$ 47,5 mil à vista, oferece direção elétrica, computador de bordo, ar-condicionado, trio elétrico, airbag duplo, CD Player com MP3 e entrada auxiliar.
Ford Focus Sedan
Como explicar o abismo que existe nas vendas da versão sedã para a hatch, sendo que ambos oferecem conforto, ótimo acabamento e conjunto mecânico eficiente.
O motivo pode estar no preço, já que as configurações mais completas (GLX e Titanium), com todos os mimos que um motorista de sedã deste porte exige, variam de R$ 66 mil a R$ 79 mil. A configuração de entrada, 1.6 GL, por R$ 57,1 mil, não traz airbag duplo e ABS, nem vidros traseiros elétricos. Está disponível nos blocos 1.6 (116 cv) e 2.0 (143 cv), com opção automática. Vendeu apenas 8 mil unidades em 2011.
Fiat Bravo
A meta da Fiat era posicionar o Bravo na segunda colocação entre os hatches médios, posto ocupado atualmente pelo Ford Focus. Isso significaria cerca de 1.500 unidades vendidas por mês. Fechou 2011 com a média de 980 unidades, atrás de rivais mais defasados, como Chevrolet Astra e Volkswagen Golf. Seu estilo é bonito, elegante e tira partido de soluções originais, como as lanternas traseiras convexas e a tecla City no painel que deixa o volante mais leve para manobras. Vem com duplo airbag, freios com ABS, ar-condicionado, direção elétrica, piloto automático, sistema de som com comandos no volante e faróis auxiliares de iluminação em curvas.
Os motores 1.8 Flex (132 cv) e 1.4 T-Jet turbo (152 cv), com a opção do câmbio automatizado (Dualogic), casam bem com a esportividade do modelo. Seu valor parte de R$ 57.150.
Peugeot 408
As qualidades são as mesmas dos antecessores 307 Sedan e 407: suspensão firme, sem comprometer o conforto, acabamento interno impecável, com materiais de alta qualidade e sensíveis ao toque, enorme área envidraçada e boa ergonomia. Porém, como os anteriores, não são atributos suficientes para conquistar o público. O volume de vendas é a metade do previsto inicialmente pela Peugeot, de 1,5 mil unidades/mês (está em 700). É equipado com direção elétrica, airbag duplo, freios ABS, repartição eletrônica de frenagem (REF), ajuda à frenagem de emergência (AFU), trio elétrico, CD Player MP3/USB com Bluetooth e comandos no volante e computador de bordo.
O propulsor 2.0 Flex (151 cv) ganhou a companhia do 1.6 THP turbo (165 cv). O modelo começa em R$ 59.990.
Peugeot Hoggar
Há quem culpe o nome da picape pelo insucesso nas vendas. Talvez não seja exagero. Mas, ao que parece, a pouca tradição da Peugeot no segmento tenha influência. A Hoggar traz suspensão independente, única entre as concorrentes, e tem a maior caçamba e capacidade de carga da categoria (742 kg e 1.150 kg, respectivamente).
A versão básica X-Line 1.4 Flex (R$ 32.950), de 82 cv, é praticamente pelada. De destaque, apenas o farol de neblina e o conta-giros. Itens mais interessantes só aparecem a partir da intermediária XR 1.4 Flex (R$ 35.530).
Há ainda a Escapade 1.6 Flex (113 cv). Emplacou 5.600 unidades em 2011 – é o que a Saveiro, uma de suas concorrentes diretas, vende em um mês. Nem a Ford Courier, que desde 1997 não recebe alterações estéticas significativas, a francesa consegue ultrapassar – 590 unidades/mês da Courier contra 470 da Hoggar.
Renault Clio
Bom, barato e desprezado. Mesmo negociado com preço abaixo da média da concorrência (R$ 25.300), o pequeno Renault nunca vendeu bem. Ainda guarda a imagem de um hatch compacto “premium”, quando antigamente oferecia airbag duplo de série. Hoje traz um pacote interessante para um popular, o que o torna o menos “pelado” do segmento de entrada, ao lado do Nissan March. Sai de fábrica com desembaçador traseiro, faróis com duplo refletor óptico e para-choque na cor da carroceria. Por R$ 3,3 mil a mais, pode ser equipado com direção hidráulica e ar-condicionado.
O motor 1.0 Flex desenvolve 77 cv. Vendeu 27 mil carros no ano passado, ou apenas 2,5% da fatia no segmento que mais emplaca no país.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo

EUA cancelam contrato para compra de 20 aviões da Embraer.

Força Aérea americana cita problemas com a documentação. A empresa brasileira, porém, diz que forneceu toda a documentação requerida no prazo solicitado.

AFP PHOTO/EMBRAER
AFP PHOTO/EMBRAER / Imagem de arquivo mostra três Super Tucanos da Embraer
Imagem de arquivo mostra três Super Tucanos da Embraer
Força Aérea dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (28) que está cancelando contrato de 355 milhões de dólares para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, daEmbraer, citando problemas com a documentação.

A empresa brasileira, entretanto, disse que forneceu toda a documentação requerida no prazo solicitado.

A Força Aérea disse que vai rescindir o contrato efetivamente na sexta-feira e investigar a decisão da licitação, que também está sendo contestada na Justiça dos EUA pela norte-americana Hawker Beechcraft.

Em comunicado, a Embraer "lamenta" a decisão. "A decisão a favor do Super Tucano... foi uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência às demandas apresentadas pelo cliente", disse a Embraer.

A fabricante disse ainda que "permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução para a Força Aérea dos EUA e aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto" para decidir os próximos passos.

O secretário da Força Aérea Michael Donley disse, em comunicado, que "apesar de buscarmos a perfeição, nós às vezes não atingimos nosso objetivo, e quando fazemos isso temos que adotar medidas de correção", disse

"Uma vez que a compra ainda está em litígio, eu somente posso dizer que o principal executivo de aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não está satisfeito com a qualidade da documentação que definiu o vencedor."

O general da área de equipamentos da Força Aérea dos EUA, Donald Hoffman, ordenou uma investigação sobre a situação, afirmou o porta-voz da Força Aérea. Não foram fornecidos mais detalhes, visto que as propostas apresentadas para a Força Aérea possuíam dados confidenciais das empresas.

A notícia acerca da rescisão do contrato é um revés para o grupo de aquisições da Força Aérea dos EUA, que lutava para reconstruir sua reputação após uma série de embaraçosas revogações durante uma batalha entre a Boeing e a europeia EADS para a fabricação de 179 aviões de reabastecimento aéreo para as forças armadas norte-americanas.

Em 30 de dezembro, a Força Aérea dos EUA definiu que a Sierra Nevada e a Embraer tinham obtido o contrato para venda de 20 aviões Super Tucano A-29, assim como treinamento e suporte, para serem utilizados no Afeganistão.

Entretanto, a licitação foi paralisada em janeiro, quando a Hawker Beechcraft entrou na Justiça questionando a decisão. No ocasião, a Força Aérea disse, contudo, que acreditava que a competição e a avaliação para seleção do fornecedor tinham sido justas, abertas e transparentes.

A Hawker havia oferecido seus aviões AT-6 de ataque leve na competição, afirmando que eles custariam 25 por cento menos e que haveria um "custo drasticamente mais eficaz" de manutenção que os aviões da Embraer.

A companhia disse ainda que a decisão poderia afetar 1.400 empregos em Kansas e em outros Estados dos EUA e tornar ociosa uma das últimas fábricas no país capazes de construir um turboélice militar.

A força aérea dos EUA notificou a Hawker em novembro de que a sua aeronave não era competitiva e que seria desqualificada. A Sierra Nevada disse em comunicado neste mês que a Força Aérea havia encontrado "diversas deficiências" no avião da Hawker.

O Super Tucano A-29 foi desenvolvido para missões de contra-insurgência e atualmente é usado por cinco forças aéreas, e ainda existem outras encomendas, segundo a Embraer.

Em entrevista à Reuters em 16 de janeiro, o presidente da Embraer Defesa e Segurança, uma empresa da fabricante brasileira, Luiz Carlos Aguiar, havia mostrado confiança na retomada do contrato com os EUA.

Na ocasião, o executivo disse, ainda, que a venda para os EUA funcionaria de vitrine para campanhas promocionais do Super Tucano junto a outras forças aéreas.

Embraer lamenta cancelamento de contrato com EUA
Depois da decisão do governo dos Estados Unidos de cancelar a compra de 20 aviões Super Tucano, da Embraer, a empresa brasileira divulgou nota lamentando o cancelamento do contrato e informou que vai aguardar esclarecimentos sobre o assunto para decidir que ações irá tomar

Fonte: Reuters

Brasil tem nova chance de ser exemplo verde.

Evento que marca duas décadas da Eco92 está marcado para junho, no Rio de Janeiro. Possível ausência de chefes de estado pode inviabilizar o comprometimento com políticas públicas.

O Rio de Janeiro se prepara para voltar a ser o centro do mundo nas discussões sobre sustentabilidade. A pouco mais de cem dias do início da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Susten­­tável – chamada de Rio+20, numa alusão às duas décadas após a realização da Eco92 –, a cidade quer aproveitar a presença de até 150 países para promover uma festa democrática. De 13 a 22 de junho, a cidade deve receber 50 mil pessoas cadastradas pela ONU e outras milhares de interessadas em discutir os rumos do planeta. Além de uma série de eventos culturais simultâneos, será promovida também uma reunião de cúpula do C-40, o grupo que reúne os prefeitos das maiores cidade do mundo, no Forte de Copacabana.
A agenda oficial da Rio+20 ocorrerá no Riocentro, em Jaca­­repaguá, mas as ONGs e a sociedade civil devem se concentrar no Ater­­ro do Flamengo e na região do Por­­to. O diretor do Greenpeace Bra­­sil, Marcelo Furtado, critica a concentração das manifestações da sociedade civil no Aterro do Fla­­mengo, a 37 quilômetros do Rio­­cen­­tro. “Essa distância explicita o que está acontecendo no mundo: governos conversam entre eles e a sociedade dialoga sozinha. Vamos mobilizar a população e defender um Brasil que invista em energias renováveis e não no pré-sal. Não vamos deixar a turma do Riocentro falar para si mesma”, garante.
Falta de metas
A baixa adesão dos chefes de Estado à conferência é uma preocupação das autoridades brasileiras. Dois temas centrais serão discutidos na Rio+20: economia verde/redução da pobreza e governança global ambiental. O presidente do Instituto Brasil Pnuma (Progra­­ma das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Haroldo Mattos de Le­­mos, teme que a falta de um documento estabelecendo metas para os países esvazie o encontro. “Na Eco92, o conceito de desenvolvimento sustentável foi discutido e aprovado. Dessa vez, a falta de um plano com metas concretas para atingir a sustentabilidade põe em xeque o encontro. Há 20 anos, vieram 112 chefes de Estado. Apesar dos esforços do governo brasileiro, desta vez a crise global deve minar a adesão dos líderes”, pondera.
O prefeito Eduardo Paes afirma que, durante o encontro, a cidade não vai vender ao mundo a imagem de metrópole sustentável, mas de um centro que está no rumo certo para resolver antigos passivos ambientais. Quanto aos transtornos no trânsito, Paes diz que eles serão inevitáveis: “Vamos ter algum transtorno. Mas o Rock in Rio não foi o caos que todos imaginavam”, diz. Metade do orçamento geral para o encontro – são previstos R$ 430 milhões do governo federal – vai para segurança.
País será avaliado por 20 anos de estagnação
Katia Brembatti
Ambientalistas que viveram a efervescência cultural que marcou a realização da Eco92, no Rio de Janeiro, há duas décadas, esperam que a Rio+20 represente o avanço na busca por resultados objetivos. “Abriu-se uma vitrine de um mundo novo e logo em seguida essas cortinas se fecharam. E nada daquilo que foi discutido e proposto aconteceu”, lamenta o consultor ambiental Francisco Lange, acrescentando que a Eco92 foi uma experiência única na vida dele. Lange avalia que na Rio+20 será possível fazer um balanço do que deixou de ser feito para proteger a relação do homem com a natureza.
O consultor espera a discussão de novos paradigmas ambientais e o reconhecimento de alguns fracassos dos últimos 20 anos. “Hoje temos muitos mecanismos de gestão ambiental que não tínhamos em 92”, salienta. Sobre a relevância do encontro que será realizado no Brasil, Lange revela que em comparação com outros eventos muito específicos, que tratam do uso da água ou de mudanças climáticas, a Rio+20 trabalha numa visão mais ampla e integral. “O país tem condições de assumir uma posição de protagonismo. Tem quadros técnicos e características naturais para isso. O que nós não temos é decisão de políticas sérias”, analisa.
Pressão política
Diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani também esteve presente na Eco92. “O Brasil está correndo o sério risco de fazer feio na frente dos estrangeiros, principalmente depois que deixou correr frouxo o encaminhamento sobre o novo Có­­digo Florestal”, avalia. Para ele, na agenda de prioridades da presidente Dilma Rousseff, a questão ambiental ainda não marcou presença.
Mantovani também acredita que o país pode ser questionado pelo orçamento baixo do Ministério do Meio Ambiente – que está entre os menores no governo federal. O ambientalista acredita que a temida ausência de autoridades estrangeiras na Rio+20 é reflexo da falta de empenho do governo brasileiro. “Quem convoca chefe de estado é o governo. O tema ajuda, mas precisa postura política”, enfatiza.
Mas o clima não é de todo pessimista. O ambientalista ressalta que boa parte das discussões ecológicas do mundo surgiu a partir da Eco92 e que os brasileiros passaram a ocupar cargos importantes em agências das Nações Unidas. “É hora de propor um novo pacote. Tudo que está sendo debatido nasceu aqui e podemos tomar a frente mais uma vez. Mas precisamos assumir uma postura. Hoje, da forma como está, o Brasil é o anfitrião, mas está entrando nessa conferência pela porta dos fundos”, avalia.

Fonte: Agência O Globo

PR quer lançar Tiririca como candidato a prefeito de São Paulo.

Temendo ter problemas caso escolha apoiar José Serra (PSDB) ou Fernando Haddad (PT), o partido pensa em lançar o artista como nome próprio na eleição.

O PR vai tentar lançar o deputado federal Tiririca como candidato a prefeito de São Paulo. As articulações cresceram desde que José Serra (PSDB) anunciou sua candidatura. Temendo ter problemas caso escolha apoiar Serra ou Fernando Haddad (PT), o partido pensa em lançar o artista como nome próprio na eleição.

A ideia de lançar seu principal puxador de votos nas eleições de 2010 como candidato surgiu depois do recebimento de cartas de eleitores. Tiririca foi comunicado pelo partido da possibilidade e deu sinal verde para a articulação.
A campanha de Tiririca - deputado federal mais votado em 2010 - focou o voto de protesto. Seu slogan principal era "pior do que está não fica". Com sua grande votação, ajudou sua coligação a eleger mais três deputados federais.
Novamente o partido tenta recorrer ao carisma do artista para resolver seus problemas eleitorais. Aliado do PT no governo federal e com fortes ligações com os tucanos em São Paulo, o PR vê problemas em escolher um dos lados já no primeiro turno. O partido aposta ainda que com o palhaço puxando a legenda poderia reforçar sua bancada na Câmara dos Vereadores.
Fonte: Agência Estado

Após denúncias, médicos do Evangélico ameaçam greve.

Corpo clínico pede mudanças na direção da Sociedade Evangélica Beneficente (SEB).

Os médicos do Hospital Evan­­gélico de Curitiba ameaçam paralisar o atendimento e até mesmo solicitar intervenção na administração da instituição. Isso ocorrerá caso seja mantida a direção do hospital e da Sociedade Evangé­­­lica Be­­neficente (SEB) – mantenedora do complexo médico e da Fa­­culdade Evan­­gélica. A SEB é suspeita de irregularidades na execução de um contrato com o Ministério do Turismo e corre o risco de ter de devolver R$ 3,1 milhões referente ao convênio – o que inviabilizaria o funcionamento do hospital.
O corpo clínico do hospital estaria descontente com a atual gestão do Evangélico e da SEB por causa de problemas administrativos. Médicos ouvidos pela reportagem, que pediram para não ter os nomes divulgados, afirmaram que não recebem salários há pelo menos cinco meses e que o hospital teria uma dívida de R$ 270 milhões, entre outros problemas de gestão.
Em um manifesto entregue ontem à diretoria da SEB, o corpo clínico do hospital pede mudanças em quase todos os cargos da diretoria da instituição. Requerem inclusive a saída do presidente da SEB, Deimeval Borba, que tomou posse na semana passada. No manifesto, os médicos ameaçam paralisar todos os serviços médicos, caso as mudanças não aconteçam em dez dias. Seria mantido apenas o atendimento clínico, cirúrgico e ambulatorial.
Os médicos estiveram reunidos ontem à noite no hospital para deliberar sobre as reivindicações. Até o fechamento desta edição, porém, ainda não havia uma definição sobre uma eventual paralisação.
Pressão
A pressão contra a diretoria da SEB não está restrita somente ao corpo médico do hospital. No início deste mês, duas denominações evangélicas, das 13 que participam da entidade, assinaram uma notificação extrajudicial encaminhada à presidência em que requereram documentos referentes à execução de contratos firmados com o Ministério do Turismo. A solicitação dos do­­cumentos ocorreu em função da suspeita de irregularidades cometidas pela SEB na execução desses contratos.
Entre os documentos solicitados, estão “cópias dos convênios firmados com o ministério, cópia dos extratos bancários onde constem as entradas e saídas dos valores repassados pelo Ministério do Turismo”. Na notificação, as igrejas afirmam que a diretoria da SEB tem cinco dias para apresentar a documentação exigida sob pena de ajuizamento de ação na Justiça. A SEB nega que haja qualquer irregularidade na execução dos contratos com o Ministério do Turismo.
Na tarde de ontem, a Gazeta do Povo tentou falar com Deimeval Borba – que também é vereador na cidade de Morretes – mas ele não atendeu o celular. A assessoria da SEB informou que apenas ele poderia co­­mentar a notificação e as reivindicações do corpo clínico.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Editora e Instituto contestam ação do MPF contra dicionário.

MPF pediu a retirada da publicação por causa de supostas definições pejorativas para o termo "cigano", que constam na publicação.

Editora Objetiva e o Instituto Antônio Houaiss divulgaram nesta terça-feira (28) notas oficiais contestando a ação do Ministério Público Federal (MPF) que pediu a retirada de circulação do Dicionário Houaiss, um dos mais tradicionais do país, por causa das definições pejorativas do termo "cigano" que constam na publicação. Nas notas, a editora e o instituto alegam que as definições reclamadas pelo MPF em Uberlândia (MG) estavam presentes apenas nas edições anteriores e não constam mais das novas versões do livro.
Duas das oito definições da palavra citadas na primeira edição se referem ao povo como "aquele que trapaceia, velhaco, burlador" e "apegado a dinheiro, agiota e sorvina". Ainda que as expressões tenham sido mencionadas no livro pelos seus autores como as definições "depreciativas" do termo, o MPF entendeu que a publicação "fez semear a prática da intolerância étnica", e por isso pediu a condenação da Editora Objetiva ao pagamento por dano moral coletivo de R$ 200 mil, além da retirada de circulação do livro.
"A acepção citada é da edição de 2001 do Grande Dicionário Houaiss. O contrato relativo à publicação desta obra venceu em 2009. Hoje, ela está esgotada e fora de circulação. Os três dicionários da família Houaiss publicados pela editora Objetiva a partir de janeiro de 2010 não incluem os termos citados pelo MP", argumenta a direção da Editora Objetiva, na nota oficial.
Responsável pela publicação, o Instituto Antônio Houaiss alega ter informado à Procuradoria da República do Estado de Minas Gerais que a definição seria alterada na nova edição do dicionário, ainda não publicada. O instituto diz ter agido motivado justamente pela provocação do órgão federal. Ainda assim, na nota, a entidade classifica a questão dos sentidos pejorativos ligados a algumas palavras como "inconfortável", e defende que todos os sentidos de uma palavra estejam presentes nos dicionários, desde que seja explicado com clareza que se trata de acepções pejorativas.
"Nenhum dicionário deve ocultar empregos preconceituosos de palavras quando se vê diante deles. Registramos precisamente o que encontramos, tanto dentro do padrão culto da língua como no informal. Os dicionários não inventam palavras nem acepções. Nesse espelho em que nos constituímos refletem-se a realidade da língua e os sentimentos dos seus falantes, ora com sua beleza e simpatia, ora com sua crueldade", argumentam os representantes do instituto, que dizem seguir o comportamento de dicionários modernos em todo mundo.
Entendimento
O entendimento do procurador da República em Uberlândia, Cléber Eustáquio Neves, no entanto, foi diferente. Para ele, o caso se caracteriza como crime de racismo. "Ninguém duvida da veracidade do que encontra em um dicionário, pelo contrário. Aquele sentido extremamente pejorativo será internalizado, levando à formação de uma postura interna pré-concebida em relação a uma etnia que deveria, por força de lei, ser respeitada", escreveu o procurador na ação, que ainda será submetida à análise da Justiça Federal em Minas Gerais.
Fonte: Agência O Globo