quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ato contra manual polêmico reúne 70 pessoas na Praça Santos Andrade.

Após o ato na praça, uma caminhada foi feita até a Reitoria da UFPR. Uma mesa-redonda está marcada para esta noite, às 19 horas, no Prédio Histórico da UFPR.

Aniele Nascimento / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Aniele Nascimento / Agência de Notícias Gazeta do Povo / Protesto de alunos da UFPR contra o Manual de Conduta dos Calouros em frente ao prédio histórico, na Praça Santos Andrade, em Curitiba
Protesto de alunos da UFPR contra o Manual de Conduta dos Calouros em frente ao prédio histórico, na Praça Santos Andrade, em Curitiba
Aniele Nascimento / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Aniele Nascimento / Agência de Notícias Gazeta do Povo / Ato foi organizado pelo Grupo de Gênero do curso de Direito da UFPR
Ato foi organizado pelo Grupo de Gênero do curso de Direito da UFPR

Aproximadamente 70 pessoas fizeram um ato na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba,contra um manual - redigido por um grupo de estudantes - que causou repercussão nacional pelo teor supostamente ofensivo com que se dirige às mulheres. A manifestação foi promovida peloGrupo de Gênero da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O documento, que em tom irônico defende a obrigação de calouras de manterem relações sexuais com os veteranos, foi redigido e publicado pelo Partido Democrático Universitário (PDU), grupo político que comandou o centro acadêmico de Direito até 2011. Até o momento, a universidade não abriu sindicância para apurar os atos.

“Não se trata de um protesto. Queremos levantar o debate sobre o machismo”, afirmou Mariana Auler, aluna do curso de Direito e uma das organizadoras do ato.
Após o ato na praça, uma caminhada foi feita até a Reitoria da UFPR. Uma mesa-redonda sobre o machismo está marcada para esta noite, às 19 horas, no Prédio Histórico da UFPR.
PDU considera repercussão do manual exagerada
A vice-presidente do Partido Democrático Universitário (PDU) e aluna de Direito, Marcella Lima, considerou que a repercussão sobre o conteúdo do manual é exagerada. Segundo ela, o manual é uma brincadeira e em nenhum momento o estupro ou qualquer outro crime foi incentivado. “Essa repercussão é um exagero. Pedimos desculpas para quem se sentiu ofendido com a brincadeira”, afirmou Marcella.
Segundo ela, o PDU não planeja fazer nenhum tipo de retratação porque não considera que tenha feito algo errado ou cometido algum crime.
Futuramente - ainda sem data definida – o partido pretende organizar um ato na faculdade de Direito para discutir o caso. 

Fonte: Jornal Gazeta do Povo

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