sábado, 31 de dezembro de 2011

Esquema de segurança de Dilma atrapalha transporte em Salvador.


A presença da presidente Dilma Rousseff na Base Naval de Aratu, na Praia de Inema, emSalvador, está atrapalhando o cotidiano das pessoas que precisam ir do continente à Ilha de Maré, na Baía de Todos os Santos.
Os barcos que fazem a travessia, que custa entre R$ 2,50 e R$ 4 por passageiro e duram cerca de 30 minutos, em dias normais, gastam entre 5 e 10 minutos a mais no trajeto, por causa da delimitação de área na frente da Praia de Inema, feita pela Capitania dos Portos, para garantir a privacidade da presidente. O novo "perímetro de segurança" é vigiado, 24 horas, por agentes do órgão em lanchas e jet-skis.
Além disso, o tráfego de barcos à noite foi proibido no local, pela capitania, o que impede a viagem de passageiros que voltariam para casa, na ilha, após a jornada de trabalho em Salvador.
O representante comercial Antônio Carlos Rosa, por exemplo, teve de encurtar a jornada, nos últimos dias, por causa da restrição. "Eu voltava por volta das 19 horas, mas agora tenho de estar aqui às 17h30 para poder chegar em casa", conta. "No primeiro dia que a Dilma estava aqui (26), dormi em Salvador, porque não consegui voltar."
Os responsáveis pelo transporte, feito a partir do píer da prefeitura na Praia de São Tomé de Paripe - vizinha a Inema -, também reclamam. "A viagem fica mais longa e ninguém vai pagar o que estamos perdendo", diz Jefferson Santos, sócio de um barco de transporte.
Caminhada
Cumprindo a rotina diária, Dilma fez, no início da manhã desta sexta-feira (30) uma caminhada pelo interior da Base Naval de Aratu. Fotografias tiradas por prestadores de serviços da base, pouco antes das 7 horas, mostram que a presidente vestia roupas semelhantes às com as quais apareceu ontem, na Praia de Inema: bermuda e camiseta pretas e boné claro.
Também assim como na quinta, a presidente estava acompanhada por dois seguranças no trajeto. O exercício foi feito perto da entrada da base naval, longe da curiosidade dos frequentadores da Praia de São Tomé de Paripe e das lentes dos jornalistas que tentam acompanhar a folga presidencial a partir do píer.
Fonte: Agência Estado

Cinco empresas do Paraná entram em lista de uso de trabalho escravo.

Levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego foi atualizado e tem 16 paranaenses entre 294 estabelecimentos.

Mais cinco empresas do Paraná entraram neste mês na lista do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que aponta uso de trabalho escravo. O levantamento foi atualizado nesta sexta-feira (30) e deixou o estado com 16 empresas ou pessoas físicas que desrespeitaram as condições mínimas de trabalho.

Ao todo, 52 nomes foram incluídos na chamada "lista suja", que tem agora 294 estabelecimentos, em todo o país, flagrados com pessoas trabalhando em situações indignas.
Segundo o documento, disponível na página do MTE na internet, os fiscais do ministério flagraram trabalho escravo em nove cidades do estado desde 2004: Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Doutor Ulisses, General Carneiro, Irati, Palmas, Rio Branco do Sul, São João do Triunfo e União da Vitória.
De acordo o MTE, os nomes só são publicados nesta lista depois de terminar todos os recursos administrativos.
Um empregador flagrado em operações de combate ao trabalho escravo tem seu nome incluído na lista depois que responde a um processo administrativo dos fiscais do governo. Se comprovar que regularizou a situação de seus trabalhadores, é retirado do cadastro. Caso contrário, continua listado por pelo menos dois anos.
Se estiver na lista, uma empresa ou pessoa física não pode mais receber financiamentos de bancos federais - como o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES) e a Caixa Econômica Federal - ou crédito rural de instituições privadas.
Empresas do Paraná incluídas na lista neste mês
- Campina Grande do Sul: Agro Pastoril Novo Horizonte (CNJP 78.231.701/0009-86)
- General Carneiro: Miguel Forte Industrial (CNPJ 81.645.525/0005-00)
- Palmas: Estrela Agroflorestal (CNPJ 79.441.168/0001-92)
- São João do Triunfo: Luiz Geraldo Ferreira (CNPJ 80.031.263/0001-97)
- São João do Triunfo: Olegário Germano Ullmann (CNPJ 73.282.154/0001-05)
* * * *
Empresas do Paraná que já constavam na lista
- Bocaiúva do Sul: Realsul Reflorestamento (CNPJ 77.585.701/0001-64)
- Doutor Ulisses: Samuel Jorge (CNPJ 72.086.382/0001-29)
- Doutor Ulisses: Vieira Cardoso Embalagens (CNPJ 10.519.491/0001-35)
- Doutor Ulisses: Ari Fogaça da Silva Sengés (CNPJ 07.918.470/0001-88)
- Irati: Agostinho Zarpellon e Filhos (CNPJ 78.141.843/0001-03)
- Irati: Renato Pedro Ferreira (CNPJ 028.003.949-27)
- Palmas : Madepar (CNPJ 47.614.177/0003-03)
- Palmas : Wilson Dissenha (CNPJ 008.783.838-91)
- Rio Branco do Sul: José Agnelo Crozetta (CNPJ 05.598.434/0001-59)
- São João do Triunfo: Joel Lucas Malanski (CNPJ 816.365.479-15)
- União da Vitória: Nutrivale Madeiras e Erva-Mate (CNPJ 75.144.139/0001-08)
Caso Zara
A marca Zara, que protagonizou o flagrante de trabalho escravo de maior repercussão este ano, não está no cadastro. Em agosto, a empresa foi denunciada pelo Ministério do Trabalho por uso de mão de obra escrava em oficinas de costura "quarteirizadas".
Em duas casas na periferia de São Paulo, 16 bolivianos recebiam R$ 2 por peça produzida, em um ambiente insalubre e sem condições mínimas de trabalho, segundo um relatório produzido pelos auditores. As oficinas eram contratadas por uma empresa intermediária da Zara no País, mas a multinacional foi responsabilizada pelas irregularidades.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo/Agência Estado


Acidente na PR-508 deixa três mortos na madrugada deste sábado.

As três vítimas estavam no mesmo veículo, com placas de Treze Tílias, Santa Catarina.

Três pessoas morreram e uma ficou levemente ferida em um acidente na madrugada deste sábado (31) na PR-508, que dá acesso às praias paranaenses, na região de Matinhos. Os veículos Audi A3, com placas de Maringá, VW Passat, com placas de Treze Tílias, Santa Catarina, e uma Blazer, com placas de Colombo, colidiram por volta da uma hora da manhã. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), houve uma colisão traseira seguida de outra colisão transversal.
O condutor do Passat, Jhonata Luzia de Oliveira, de 21 anos, e os passageiros Anderson Martins Robertusso, 23, e Jackson Henrique da Silva, 23, morreram no local do acidente. Os corpos foram encaminhados para o IML de Curitiba. A passageira do Audi A3, Vivian Cristiane Gonçalves da Silva Santos, de 31 anos, foi levada para o Hospital Regional De Paranaguá com ferimentos leves.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Movimento segue intenso nas estradas neste sábado.

Fluxo de veículos em direção ao litoral do Paraná e Santa Catarina deve permanecer alto até o meio da tarde deste sábado.

Desde o começo da manhã o fluxo de veículos que seguem rumo às praias paranaenses é intenso no trecho da BR-277, que liga Curitiba e o interior do estado ao litoral do Paraná. Apesar do grande movimento e da chuva que cai sobre todo o trecho, o tráfego flui normalmente e a rodovia não apresenta pontos de lentidão.

Por volta das 8h30, aproximadamente 1,2 carros/h desciam a Serra. Segundo informações da concessionária Ecovia, o fluxo neste sábado (31) deve ser inferior ao registrado na sexta-feira (30), quando mais de 27 mil veículos passaram pela praça de pedágio de São José dos Pinhas.

A estimativa da concessionária é de que 34 mil veículos sigam ao litoral entre das 6 às 18 horas, com picos de 2 mil carros/h entre as 14 e 15 horas deste sábado.
Na BR-376, destino de quem segue para o litoral de Santa Catarina, o fluxo também é alto nesta manhã de sábado. Em média, 1,3 mil veículos seguem pela rodovia, que registrou lentidão e congestionamento do final da tarde e início da noite de sexta-feira (30), devido ao excesso de veículos que se dirigiam para o estado vizinho.

A estimativa da Polícia Rodoviária Federal (PRF) é de que o fluxo permaneça elevado até as 15 horas. A PRF alerta que os motoristas tenham cuidado na descida da Serra para evitar acidentes, pois há chuva e neblina em toda a extensão da rodovia. Desde a meia-noite de sábado (31) foram registrados cinco pequenos acidentes na BR-376. Não houve feridos e retenção do tráfego.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Fronteira lotada para a virada.

Cerca de 20 mil pessoas escolheram a cidade de Foz do Iguaçu para passar o réveillon.


Marcos Lobarca / Gazeta do Povo
Marcos Lobarca / Gazeta do Povo / Além da possibilidade de compras no Paraguai, Foz oferece várias outras atrações aos turistas, como o Parque das Aves
Além da possibilidade de compras no Paraguai, Foz oferece várias outras atrações aos turistas, como o Parque das Aves

Foz do Iguaçu - Turistas lotam hotéis e atrativos da fronteira para a comemoração da passagem de ano. Paranaenses, paulistas, catarinenses e argentinos movimentam as Cataratas do Iguaçu, restaurantes e o comércio das cidades vizinhas de Ciudad del Este, no Paraguai, e Puerto Iguazú, na Argentina. Cerca de 20 mil pessoas escolheram Foz do Iguaçu para passar a virada e a rede hoteleira da cidade fechou 2011 com uma ocupação 10% maior em relação ao ano passado.
Mimos não faltam na rede hoteleira para agradar aos visitantes. Em um dos estabelecimentos, os hóspedes são recebidos com música na porta. Outras estratégias são as festas temáticas e as atividades de raecreação, para animar aqueles que não querem sair dos hotéis.
Acostumada a visitar a fronteira, a família de Andrea Marinoni, de Castro, já esteve mais de dez vezes em Foz do Iguaçu. Mesmo assim, o passeio não perde a graça. “Aqui tem muitos restaurantes e é um lugar de muita distração”, diz. Para Andrea, a fronteira atrai pela diversidade de hotéis e lugares para visitar.
A engenheira Luciana Abid deixou a capital paulista com a família no fim do ano para passar o réveillon em um hotel da cidade. Longe da correria de São Paulo, ela conta que Foz do Iguaçu vale a pena pelos parques e hotéis. “Estou gostando do clima”, acrescenta.
Já o empresário Bruno Seleme, 25 anos, de Maringá, aproveita os dias de folga para cruzar a fronteira com o Paraguai. “Apesar da alta do dólar, o preço das mercadorias do Paraguai ainda é mais em conta que no Brasil”, diz.
Ocupação
Conforme levantamento do Sindicato de Hotéis, Bares, Res­­taurantes e Similares (Sindi­­ho­­teis), o índice de ocupação nos estabelecimentos oscilou entre 85% e 90% na última semana de dezembro – 10% maior do que no fim de 2010.
O presidente do Sindihoteis, Carlos Silva, afirma que a previsão inicial do setor era atingir uma ocupação média de 82% para o réveillon, de acordo com levantamento feito em 28 estabelecimentos no dia 15 de dezembro. Mas as reservas de última hora surpreenderam e elevaram o índice. A cidade tem cerca de 22 mil leitos.
Para Silva, o aumento é reflexo da gestão integrada do turismo na cidade e da eleição das Cataratas, no fim de 2011, como uma das novas Sete Maravilhas da Na­­tureza. “A eleição gerou mídia espontânea”, diz. A votação, promovida pelo empresário suíço Bernard Weber, foi feita pela internet e por mensagens de texto, com a participação de milhares de pessoas em todo o mundo.
Decepção
No Paraguai, o fechamento de 2011 não agradou aos comerciantes. O presidente da Agência de Proteção ao Comércio e Defesa ao Turista e Microim­­portador, Adailton Avelino, diz que neste fim de ano o movimento de turistas foi 20% menor e o de sacoleiros, 50%. Para ele, o aperto na fiscalização, a alta do dólar e os reflexos da crise econômica no Brasil influenciaram o saldo negativo.
Na aduana da Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este, houve queda no número de turistas cadastrados neste fim de ano. Segundo a Receita Federal, em dezembro de 2010 foram cadastrados 95.415 consumidores. Em 2011, até o dia 28 de dezembro, o total chegou a 83.989.
Compras até US$ 300 não exigem declaração
Os brasileiros que comprarem no exterior a partir do dia 1.° de janeiro não precisarão mais enfrentar longas filas para declarar mercadorias dentro da cota de US$ 300 (em viagens de transporte fluvial ou terrestre) e US$ 500 (de avião ou navio). Uma Instrução Normativa da Receita Federal, publicada neste mês no Diário Oficial da União, pretende facilitar o trânsito de turistas e, também, desafogar o atendimento nos aeroportos na chegada de brasileiros em viagem ao exterior



Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Lula iniciará radioterapia em 4 de janeiro.

A quimioterapia reduziu o tumor canceroso do ex-presidente em 75%.

Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Ricardo Stuckert/Instituto Lula /

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvacomeçará no próximo dia 4 de janeiro as sessões de radioterapia que fazem parte de seu tratamento contra um câncer na laringe, informou nesta quinta-feira (29) o Instituto Cidadania.
Depois da fase de quimioterapia, que reduziu o tumor canceroso em 75%, segundo apontaram os médicos que tratam Lula no Hospital Sírio Libanês de São Paulo, o ex-presidente começará na próxima semana a nova etapa do tratamento. A radioterapia deverá durar entre seis e sete semanas, acrescentou a nota do instituto.

A nova fase do tratamento tem o propósito de eliminar os resíduos do tumor, que inicialmente era de três centímetros, e segundo a previsão médica, Lula não precisará ser internado.
O ex-presidente está de férias com a família em sua casa de veraneio no município de Atibaia, no interior de São Paulo, e, de acordo com informações fornecidas por amigos, as sequelas da quimioterapia foram mínimas.
Lula pretende retornar à vida política em março, para acompanhar os candidatos do PT que disputarão as eleições municipais de outubro do ano que vem.
No último dia 13 de dezembro, Lula recebeu alta médica após passar pela terceira e última sessão de quimioterapia.
Fonte: EFE

Policiais são transferidos do RS para Curitiba e seguem presos.

Eles chegaram à capital paranaense por volta da zero hora desta sexta-feira. O local onde eles estão detidos em Curitiba não foi divulgado pela Polícia Civil.

Os três policiais civis paranaenses que estavam detidos no Rio Grande do Sul chegaram a Curitibanesta sexta-feira (30). A Justiça gaúcha deferiu o pedido de transferência na tarde desta quinta-feira (29). De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Paraná, uma aeronave oficial do governo do estado foi utilizada no transporte. Eles chegaram à capital paranaense por volta da zero hora desta sexta-feira.
A transferência foi acatada pela juíza Eda Salete Zanatta de Miranda, da 1ª Vara Criminal de Gravataí, após a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp) ter dado “garantias” de que os investigadores continuarão presos. Segundo a Polícia Civil do Paraná, umpedido anterior de remoção dos agentes havia sido negado.
O local onde eles estão presos em Curitiba não foi divulgado pela Polícia Civil. Uma das possibilidades é de que fiquem detidos na sede do Grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial).
De acordo com a decisão, os agentes devem ficar à disposição da Justiça gaúcha e da Corregedoria de Polícia daquele estado (responsável pelas investigações), além do Ministério Público gaúcho. Nota divulgada pelo Tribunal de Justiça(TJ-RS) ressalta que os investigadores devem permanecer presos, “sem direito a passeios e saídas de qualquer natureza”. O TJ-RS informou que a decisão pode ser revista a qualquer momento, caso as condições estabelecidas não sejam observadas.
O comandante da Polícia Civil do Paraná, o delegado-geral Marcus Vinícius Michelotto, comemorou a transferência dos policiais na quinta-feira, mas ressaltou que considera injusta a prisão deles. “A prisão foi uma decisão injusta. Não havia nenhuma necessidade de eles [os policiais paranaenses] terem sido presos. Eles não cometeram nenhuma falha e isso vai ficar comprovado”, disse.
Desgaste entre autoridades paranaenses e gaúchas
Uma semana depois do incidente que acabou com a prisão dos policiais paranaenses e que resultou na morte do sargento gaúcho e de um dos reféns, o Paraná elevou pela primeira vez o tom do discurso. O deputado federal Fernando Francischini (PSDB) saiu em defesa dos policiais paranaenses e apresentou à Comissão Representativa do Congresso Nacional um requerimento pedindo que o governador gaúcho Tarso Genro (PT) explique o “tratamento diferenciado” dado aos agentes paranaenses e gaúchos, envolvidos no episódio.
“O caso está virando uma questão política, porque o governador do Rio Grande do Sul está querendo encobrir um erro da polícia gaúcha, que ele comanda, jogando toda a culpa em cima dos policiais do Paraná. Ele [Genro] está superdimensionando o acontecimento para acobertar a própria falha”, atacou o deputado.
Na semana passada, Genro havia classificado a ação dos policiais paranaenses como uma “operação irresponsável e ilegal”, se­­gundo o jornal Zero Hora. Os chefes da Brigada Militar e da Polícia Civil gaúcha também condenaram a atuação dos agentes. O principal argumento era que a Polícia Civil paranaense não teria avisado as autoridades gaúchas sobre a operação.
Uma organização independente formada por delegados paranaenses, a Comissão de Direitos Humanos “Irmãos Naves”, divulgou um relatório ontem, avaliando que não houve “ilegalidade” ou “clandestinidade” na ação dos policiais do PR. O documento ressalta que, de acordo com o Código do Processo Penal (CPP) a comunicação sobre a operação às autoridades gaúchas poderia ocorrer ao fim dos trabalhos. O relatório ressalta ainda a natureza sigilosa da ação e o risco que corriam as vítimas.
O texto, assinado pelo delegado Cláudio Marques, conselheiro da comissão, aponta ainda que a morte do refém ocorreu por falhas na ação cometida por delegados gaúchos e que a Brigada Militar havia quebrado o sigilo da operação, divulgando uma foto de um dos sequestradores.
Operação
Os três policiais do Grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial) investigavam o sequestro de dois empresários paranaenses que eram mantidos em cativeiro em Gravataí, região metropolitana de Porto Alegre. Em uma das diligências, um sargento da Brigada Militargaúcha morreu em uma suposta troca de tiros. No dia seguinte, uma das vítimas morreu quando a polícia tentou abordar os sequestradores.
A operação do grupo Tigre, a unidade de elite antissequestro da Polícia Civil do Paraná, que acabou de forma trágica em Gravataí, no Rio Grande do Sul, ocorreu no dia 21 de dezembro. Os policiais paranaenses foram ao estado gaúcho resgatar duas vítimas de sequestro sem avisar as autoridades locais e mataram um sargento da Brigada Militar numa suposta troca de tiros. Ao saber dos motivos da investida da polícia paranaense, dois delegados gaúchos estouraram o cativeiro e acabaram matando uma das vítimas, o agricultor paranaense Lírio Persch.
Prisão e morte
O sargento Ariel estava de moto e teria sido atingido por cinco disparos, quatro no estômago e um no pescoço, na Avenida Planaltina, por volta de 1h30 da manhã do dia 21. De acordo com o comandante da Brigada Militar, a viatura do grupo Tigre estava parada de modo transversal na via, o que levou à abordagem do sargento. Lopes acredita que os disparos efetuados pelo sargento teriam sido feitos após ele ter sido atingido. Segundo ele, os locais onde ficaram as marcas dos tiros apontam que ele já estaria deitado quando revidou.
Já para a Polícia Civil do Paraná, os policiais do Tigre relataram que estavam sendo seguidos por um homem em uma motocicleta. Em um semáforo, ele abordou o veículo dos policiais. Houve troca de tiros e o homem morreu no confronto. A troca de tiros ocorreu no bairro Morada do Vale, bem longe da casa onde ocorria o sequestro, no centro de Gravataí.
No pedido de prisão, o promotor de Justiça André Luís Dal Molin Flores critica a ação do grupo Tigre. “Pelo histórico da ocorrência policial e gravidade do fato, há sérios indícios de que os policiais civis do Paraná não possuíam autorização para estar na cidade, não apresentaram argumentos convincentes sobre o episódio, e, possivelmente, tenham deturpado a seu favor os acontecimentos”, justifica.
Sargento foi confundido com bandido
Em depoimento prestado na terça-feira (27), os policiais disseram que pensaram que o sargento Ariel da Silva seria segurança dos sequestradores. Pilotando uma moto, ele teria ultrapassado o veículo descaracterizado da polícia do Paraná e retornado por detrás da viatura. O sargento estava à paisana, em uma motocicleta também sem identificação.
Após a manobra, Ariel da Silva teria sacado uma arma, provocando a reação dos policiais paranaenses, que atiraram diversas vezes. O sargento foi atingido e morreu no local. Segundo a versão dos agentes do Grupo Tigre, os tiros disparados por eles e por Ariel da Silva partiram praticamente ao mesmo tempo.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo