quinta-feira, 30 de junho de 2011

Prazo termina e Arena do Atlético Paranaense segue sem proposta de construtora.

Nenhuma das cinco empresas inicialmente interessadas em reformar a Baixada fez proposta oficial.

O prazo dado pelo Atlético às construtoras interessadas em realizar as obras na Arena para a Copa de 2014 termina hoje. Por enquanto, o máximo que o clube conseguiu foi a promessa de duas empresas, cujos nomes não foram revelados, de que entregariam seus projetos até o fim da tarde.

Outras três empreiteiras haviam iniciado as conversações com o Furacão, mas não voltaram a se pronunciar até ontem, véspera da data-limite. OAS, Matec, Triunfo, Carteloni e Andrade Gutierrez seriam as concorrentes.

Mesmo que as propostas cheguem nesta tarde à cúpula rubro-negra, a intenção de começar em agosto a adaptação da Baixada às exigências da Fifa parece cada vez menos viável. O processo para a escolha do projeto e a assinatura do contrato tem duas fases, uma interna, prevista para se alongar por 15 dias, e outra externa, cuja demora é imprevisível.

Caso não seja capaz de colocar os operários em ação até o mês estimado, o Joaquim Américo não ficará mais pronto até dezembro de 2012, a tempo de ser inserido na Copa das Confederações de 2013.

Com o projeto das construtoras em mãos, a Comissão de Assuntos da Copa do Conselho Deliberativo do Atlético terá de avaliar minuciosamente os itens.

“A conta é complexa, envolve vários detalhes. Conse­­quentemente, teremos propostas grandes. Não dá para prevermos quanto tempo levaremos para avaliá-las de maneira adequada”, explicou o presidente do Deliberativo, Gláucio Geara.

Depois de eleger um vencedor na concorrência, o texto será levado para conhecimento das demais diretorias, a financeira, inclusive, para uma última análise. Só então será encaminhado para o conselho.

“Por lei, precisamos de uma semana para convocar uma reunião extraordinária por meio de edital”, lembrou o dirigente, dando a entender que o prazo de duas semanas para o fim dos trâmites internos não deve sofrer muita alteração por força da burocracia.

Resolvida a questão, o Furacão ainda precisará levar o acordo com a construtora para as duas esferas de governo que participam do investimento no estádio – a municipal e a estadual.

“Temos de acertar as formalidades contratuais com o município e o estado, que também fazem parte dessa negociação”, comentou Geara. “E não há como antecipar esse encontro. Precisamos primeiro definir nossa posição, para depois procurá-los”, finalizou, evitando de qualquer maneira estipular prazos para os próximos passos do clube em relação ao Mundial.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Faróis acesos melhoram visibilidade em 60%.

Defendido por especialistas, uso da luz baixa mesmo durante o dia pode ajudar a reduzir acidentes em estradas e nas cidades.

                                                                       Priscila Forone/ Gazeta do Povo
                    Priscila Forone/ Gazeta do Povo / O Conselho Nacional de Trânsito recomenda o uso de faróis durante o dia, mas prática não é obrigatória
                          O Conselho Nacional de Trânsito recomenda o uso de faróis
                          durante o dia, mas prática não é obrigatória

Ligar os faróis, mesmo durante o dia, pode aumentar em até 60% a visibilidade dos veículos nas ruas e rodovias. A eficácia da medida, comprovada por estudos e defendida por especialistas em trânsito, voltou a ser discutida nesta semana, desta vez na Câmara Municipal de Curitiba. Um projeto de lei do vereador Felipe Braga Côrtes (PSDB) quer obrigar veículos do transporte escolar e de autoescolas a utilizarem a luz baixa sempre, independentemente do horário do dia. A proposta ainda precisa passar por análise em pelo menos quatro comissões antes de ir a votação no plenário.

Tentativas semelhantes de obrigar a utilização dos faróis 24 horas por dia, estendendo a prática a todos os veículos, ocorreram em outros estados como São Paulo e Rio Grande do Sul. As normas, porém, esbarraram em impedimentos legais, pois somente a União, por meio do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e de resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), pode legislar sobre o assunto. No caso da recente proposta curitibana, uma brecha pode levar o projeto adiante – o CTB delega aos municípios a responsabilidade de aplicar exigências ao transporte escolar.

Em relação às autoescolas, o próprio vereador não sabe se a norma poderia ser legalmente aplicada. Côrtes afirma que, em agosto, após o recesso da Câmara, irá propor uma reunião com os órgãos de trânsito para discutir a proposta e tirar dúvidas.

Segurança
Segundo o Código de Trânsito, apenas as motos são obrigadas a andar sempre com a luz baixa acesa, sob pena de multa. Apesar de não haver obrigatoriedade para os demais veículos – o Contran apenas recomenda a prática –, especialistas afirmam que faróis acesos ajudam a prevenir acidentes.

O engenheiro civil José Tadeu Braz, da empresa paulista de engenharia e consultoria em transportes Humanbraz, é autor de um estudo técnico sobre o assunto. Segundo ele, a luz baixa favorece a visibilidade do veículo em relação aos outros condutores, proporcionando segurança tanto para quem está no carro quanto para os motoristas que trafegam no sentido contrário.

“Essa é uma prática comum nos países da Europa. O farol facilita a visibilidade em 60%, em todos os casos. Usar a luz baixa ameniza uma dificuldade fisiológica que todo ser humano tem de visualizar com clareza o veículo que vem em direção frontal ao motorista”, explica Braz. Con­­forme o estudo, um carro que utiliza luz baixa durante o dia pode ser visto a três quilômetros de distância, tanto por outros condutores quanto por pedestres que precisam, por exemplo, atravessar a via.

Campanha
O uso dos faróis chegou a ser tema de uma campanha da Polícia Rodoviária Federal (PRF) neste ano. Intitulada “Uma Luz para a Vida”, a iniciativa buscou conscientizar os motoristas para a importância da conduta preventiva. A ação foi realizada durante a Semana Santa, época de grande fluxo nas rodovias. “Em uma ultrapassagem, o carro que vem no sentido oposto vai enxergar mais facilmente o veículo com farol aceso. Esta é a lei do ver e ser visto”, pontua o inspetor da PRF Wilson Martines. “É uma ação simples que salva vidas”, completa.

O inspetor alerta, porém, para os perigos da utilização da luz alta nas rodovias, principalmente durante o inverno, quando a ocorrência de neblina é mais comum. “O farol alto acaba ofuscando o próprio motorista. Ele só deve ser utilizado à noite, quando o condutor estiver em vias sem iluminação pública, e desde que não esteja cruzando com outro veículo ou muito próximo do carro em frente”, ensina.

LEGISLAÇÃO
Desde 1998, o Conselho Nacional de Trânsito recomenda o uso de farol baixo nas rodovias.

Obrigação
- O artigo 40 do CTB estipula que motos e veículos de transporte coletivo, quando circularem em faixas próprias destinadas a eles, devem sempre utilizar a luz baixa.

Infração
- O artigo 244 especifica que conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor com os faróis apagados é infração gravíssima.

Luz alta
- O código também prevê como infração grave transitar com o farol desregulado ou com o facho de luz alta de forma a perturbar a visão de outro condutor.

Iluminação
- Motoristas que dirigirem com luz alta em vias providas de iluminação pública também podem ser multados. Nesse caso, a infração é leve.
Prática é recorrente em outros países
Manter os faróis acesos durante o dia é prática recorrente – e obrigatória – em outros países, principalmente na Europa. Na Finlândia, a determinação vem desde 1972. Países como Suécia, Noruega, Dinamarca, Islândia e Hungria também têm legislações semelhantes. No Canadá, inclusive, a utilização da luz baixa influencia há décadas a própria montagem dos veículos. Naquele país, desde 1989 os carros saem de fábrica equipados com os chamados Daytime Running Lights (DRL): dispositivos que acionam os faróis automaticamente, assim que o motorista liga o motor.

A eficácia da medida foi tema de estudos nos Estados Unidos ainda na década de 1960. Na época, pesquisadores americanos constataram que nos acidentes rodoviários com ônibus o principal tipo de colisão era a frontal, principalmente em retas. Os acidentes seriam motivados em parte pela confusão visual entre a cor dos veículos – geralmente azuis ou pretos – e a coloração do céu e do asfalto.

Em vez de mudar a cor dos ônibus, os especialistas sugeriram que os veículos viajassem com os faróis acesos, mesmo durante o dia. A recomendação teria reduzido o número de colisões em 65%.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Aeroportos do PR estão abertos para pousos e decolagens.

Terminal de Londrina reabriu para pousos e decolagens às 7h29 desta quinta-feira. O aeroporto havia suspendido as atividades às 23h58 de quarta-feira por causa do nevoeiro.

Os principais aeroportos do Paraná estavam abertos para pousos e decolagens na manhã desta quinta-feira (30), por volta das 7h55.

O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, operava por instrumentos.
Serviço
- Confira a previsão do tempo para o Paraná
- Antes de sair para viajar de avião, cheque a situação do seu voo
O Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, no Norte do estado, operava por instrumentos, por volta das 7h55. O terminal ficou fechado para pousos e decolagens entre 23h58 de quarta-feira e 7h29 desta quinta-feira por causa do nevoeiro.

O Aeroporto Silvio Name Junior, em Maringá, na região Noroeste, e o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, trabalhavam em modo visual. o nevoeiro também chegou a fechar o terminal de Foz do Iguaçu. Os pousos ficaram suspensos entre 21h10 de quarta-feira e 1h10 desta quinta.

De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), dois dos dez voos programados no Afonso Pena para a madrugada e manhã desta quinta-feira registraram atraso e um foi cancelado.

Em Londrina, dois voos foram cancelados e três registraram atraso. Um voo foi cancelado em Foz do Iguaçu. Não havia voos cancelados ou atrasados em Maringá.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Agenda do Governador de São Paulo Geraldo Alckmin prevê dois dias em Presidente Prudente.

A agenda do governador Geraldo Alckimin (PSDB) no Oeste Paulista começa na sexta-feira (1º) pela manhã, em Tupã. No começo da tarde estará em Presidente Prudente, onde passará o restante do dia, pernoitará e no sábado de manhã conduzirá uma cerimônia pública antes de seguir para Taciba – onde anunciará melhorias na estrada que liga São Paulo com o Paraná –, Martinópolis e Osvaldo Cruz, cidades onde promoverá entregas de casas populares.

A agenda de Prudente na sexta-feira apresenta os seguintes compromissos: 12h45 na TV Bandeirantes, para entrevista no programa Super Útil; às 13h30 estará no Centro Cultural Matarazzo para encontro com dirigentes regionais de órgãos governamentais; às 15h reunião com empresários na Casa do Advogado; às 16h30 a plenária com gestores públicos municipais no Tênis Clube; e às 20h assistirá no teatro do Matarazzo as apresentações do Coral Guri e do grupo de choro do Conservatório de Tatuí.

No sábado, às 9h, Alckmim conduzirá a cerimônia de liberação de R$ 25 milhões para as obras de construção do Hospital Regional do Câncer. Será no prédio em construção, ao lado da Santa Casa. Em seguida, irá para os compromissos em nos municípios da região de Prudente: às 11h em Taciba, às 13h em Martinópolis e às 15h em Osvaldo Cruz.
Primeiro Escalão
Diversos secretários estaduais também estarão em Prudente, na proposta chamada de “governo itinerante”. Eles atenderão gestores públicos municipais no Centro Cultural Matarazzo. O programa Governo Presente atenderá na sexta-feira a partir das 9h até às 16h. Porém, o protocolo de audiências atenderá das 8h às 10h.

Fonte: Portal Prudentino

Temperaturas sobem no PR, mas frente fria traz chuva a partir desta quarta.

Massa de ar frio que derrubou as temperaturas no Paraná no início desta semana se afastou em direção ao oceano e as mínimas registraram elevação nesta quarta-feira. Pode chover em Curitiba no período da tarde por causa da passagem da frente fria.

A massa de ar frio que derrubou as temperaturas no Paraná no início desta semana se afastou em direção ao oceano e as mínimas registraram elevação nesta quarta-feira (29). A passagem de uma frente fria também contribuiu para a elevação da temperatura, porém ocasiona chuva no estado.

Havia registro de precipitação no Oeste do Paraná nesta manhã, de acordo com o Instituto Tecnológico Simepar. Pode chover em Curitiba no período da tarde.

A precipitação será leve e deve cair em pontos isolados. A instabilidade deve atingir também as regiões Centro-Sul, Norte e Noroeste do Paraná nesta quarta-feira.

As mínimas subiram, em média, 6ºC nesta quarta-feira. A temperatura na capital e em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, deve variar entre 6ºC e 16ºC.

A máxima será de 19ºC em Paranaguá, no litoral, e em Londrina, no Norte do estado nesta quarta. A mínima nessas cidades será de 7ºC.

A temperatura mais baixa do estado nesta quarta foi registrada em Jaguariaíva, nos Campos Gerais, com 3,3ºC. Os termômetros chegaram a marcar -6,1ºC em Guarapuava, na região Centro-Sul do estado, na madrugada de terça-feira (28). Essa foi a menor temperatura registrada nos últimos 11 anos no estado, de acordo com o Instituto Tecnológico Simepar.

O tempo seguirá instável no Paraná até o próximo domingo (3) e há previsão de chuva para todas as regiões. Segundo o Instituto Tecnológico Simepar, não deve ocorrer nova queda brusca nas temperaturas nesta semana.

Mortes por causa do frio
O frio registrado no Paraná no início da semana causou duas mortes. Em Curitiba, na madrugada de terça-feira (28), Josué Cabral dos Santos, de 67 anos, sofreu uma hipotermia seguida de sete paradas cardíacas, após passar a noite do lado de fora de casa, no bairro Portão. Em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, Sérgio Olinek, de 43 anos, morreu na tarde de segunda-feira (27), vítima de hipotermia, quando a temperatura do corpo fica abaixo dos 35°C.

O Instituto Médico Legal (IML) descartou na terça-feira que a morte de João Aldemir Hoffman, de 51 anos, no Pilarzinho, em Curitiba, tenha sido provocada pelo frio. Segundo o IML, Hoffman sofreu um infarto e apresentava escoriações na cabeça, provavelmente porque a vítima teria se batido quando sofreu o ataque cardíaco.



Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Eleições 2012 serão realizadas em 7 e 28 de outubro.

No próximo ano, os eleitores vão eleger, em mais de 5,5 mil municípios brasileiros, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na noite desta terça-feira (28) o calendário referente às eleições municipais de 2012. No próximo ano, os eleitores vão eleger, em mais de 5,5 mil municípios brasileiros, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores nos dias 7 de outubro, em primeiro turno, e 28 de outubro, se houver a necessidade de segundo turno.

Os partidos que quiserem participar das eleições devem obter o registro no TSE até o dia 7 de outubro deste ano. O prazo é o mesmo para os candidatos que pretendem concorrer estarem com sua filiação partidária regularizada e terem como domicílio eleitoral a circunscrição na qual pretendem disputar mandato eletivo.
Em 9 de maio termina o prazo para que o eleitor possa requerer inscrição eleitoral ou transferência de domicílio. Neste mesmo dia termina o prazo para que o eleitor com deficiência ou com mobilidade reduzida peça transferência para uma seção eleitoral especial.

Os registros dos candidatos podem ser feitos, pelos partidos ou coligações, até o dia 5 de julho de 2012. No dia seguinte, passa a ser permitida a realização de propaganda eleitoral, como comícios e propaganda na internet (desde que não paga), entre outras formas.

A propaganda eleitoral gratuita na rádio e na TV começa no dia 21 de agosto, uma terça-feira, e se encerra no dia 4 de outubro, três dias antes da realização do pleito. Na mesma data se encerra o prazo para propaganda mediante reuniões públicas ou comícios e também para realização de debates nas rádios e nas TVs. No dia 5 se encerra o prazo para divulgação de propaganda paga em jornal impresso e no dia 6, acaba o prazo para propaganda mediante alto-falantes ou amplificadores de som, bem como para distribuição de material gráfico e promoção de carreatas.

Fonte: Agência Estado/Jornal Gazeta do Povo

Acidente com sete veículos causa lentidão na BR-277.

Colisão ocorreu por volta das 16h50 na região de São Luiz do Purunã. Segundo concessionária que administra rodovia, não há vítimas e faixas foram liberadas por volta das 19h15.

Um acidente envolvendo sete veículos causou lentidão na pista sentido Curitiba da BR-277 na região de São Luiz do Purunã. Segundo a concessionária de pedágio RodoNorte, que administra o trecho, o acidente ocorreu próximo das 16h50 e envolveu três carros, três caminhões e uma caminhonete.

Ainda segundo a concessionária, não houve vítimas, mas o trecho do quilômetro 127 apresentou lentidão porque o tráfego seguiu em meia pista durante um período. Com a colisão, a carga de um caminhão, que transportava bobinas de papel, caiu sobre o acostamento e a faixa de domínio.

As duas faixas daquela pista foram liberadas por volta das 19h15, mas ainda havia uma lentidão de 2,5 quilômetros, em virtude do período em que uma faixa esteve interditada.

A RodoNorte informou ainda que a remoção das bobinas de papel será feita pela empresa responsável pelo seguro da carga e não há previsão de quando o material será retirado. A concessionária ainda frisa que a carga não está atrapalhando o tráfego na região.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo

TJ-PR mantém sentença que condena Urbs.

Órgão terá de pagar uma dívida de R$ 47 milhões às empresas de ônibus de Curitiba.

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) manteve a sentença que condena a Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) a pagar uma dívida de R$ 47 milhões (em valores de janeiro de 2010) às empresas de ônibus da capital. A Urbs havia sido condenada em outubro de 2009 pela 4.ª Vara da Fazenda Pública a quitar a dívida com as operadoras do transporte coletivo devido aos atrasos sistemáticos nos repasses e pela suspensão do pagamento por 40 dias em 2003 devido ao uso excessivo de vales transportes de metal falsos. No final de 2004, a Urbs assinou termo reconhecendo a dívida de R$ 31 milhões e prometeu zerá-la no ano seguinte, o que não fez.

As empresas ingressaram na Justiça uma ação monitória para reconhecer a confissão de dívida feita pela Urbs. A juíza Vanessa de Souza Camargo, da 4.ª Vara da Fazenda Pública, acatou a ação e condenou a gestora do sistema a pagar o débito. Foi essa decisão que a 5.ª Câmara Cível do TJ aceitou na terça-feira (28). Parte das dívidas discutidas na Justiça já foi paga pela Urbs, que reconheceu o débito e aceitou que o montante fosse descontado no valor de outorga da licitação do transporte coletivo. Isso ocorreu depois de as empresas de ônibus assinarem um acordo em 2009 durante o processo de licitação para o transporte coletivo.

A dívida original era de R$ 31 milhões, mas em valores atualizados chega aos R$ 47 milhões (R$ 45 milhões referentes aos vales falsos e R$ 2 milhões, aos juros dos pagamentos com atraso). Na prática, significa dizer que a Urbs não terá de desembolsar agora a quantia em favor das empresas porque elas já receberam quando tiveram o valor abatido do total que tiveram de pagar por conta da outorga da licitação.

Para chegar a essa decisão, o TJ precisou antes julgar improcedente uma ação do Ministério Público que pedia anulação do termo de confissão de dívida feito pela Urbs em 2004. O promotor responsável pela ação está em férias e não foi localizado para comentar a decisão. A assessoria de imprensa da Urbs não atendeu ao telefone durante toda a tarde para falar se a empresa vai ou não recorrer da sentença.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Não há dinheiro público na fusão do Pão de Açúcar e Carrefour , diz Gleisi.

"Não é uma operação de crédito do BNDES", disse Gleisi Hoffmann. Abílio Diniz participou de reunião com ministra sobre Câmara de Gestão.

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, negou nesta quarta-feira (29) que existam recursos públicos envolvidos na fusão do grupo Pão de Açúcar e a rede Carrefour no Brasil. Segundo a ministra, esta não será uma operação de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

"Essa é uma operação enquadrada pelo BNDES não é operação de crédito do BNDES. Não tem recurso público, envolvido, nem FGTS nem Tesouro. É o BNDES PAR que vai fazer isso. É ação de mercado, portanto, não tem nada a ver com decisão de governo", disse a ministra.

                                                                                                                      Reuters/Nacho Doce
            Reuters/Nacho Doce / As ações da companhia subiram com forte volume após o anúncio da véspera do plano de união com o Carrefour no Brasil
                As ações da companhia subiram com forte volume após o anúncio da véspera do plano
                de união com o Carrefour no Brasil

Gleisi participou na tarde desta quarta-feira (29) da primeira reunião da Câmara de Política de Gestão, Desempenho e Competitividade do governo federal, que tem entre seus coordenadores o empresário Abílio Diniz, do Grupo Pão de açúcar. Segundo Gleisi, o encontro da Câmara de Gestão não tratou da fusão das empresas.

"Foi uma enorme coincidência", disse Gleisi sobre a presença de Abílio Diniz.

Coordenador da Cãmara de Gestão, o empresário Jorge Gerdau reafirmou que a fusão entre as duas empresas não envolve recursos públicos. "É uma operação de mercado e não de financiamento público. É uma operação de mercados de capitais", disse.

Na análise de Gerdau, a fusão das duas empresas, caso venha a ocorrer, não deve resultar em uma redução de empregos.

"O mercado da área de distribuição está crescendo de tal forma que não deve ter desemprego. A área comercial é a que mais gera emprego. Se fecha aqui abre outra. O comercio como todo a que mais cresce", disse.

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  • Fonte: G1/Globo.com/Jornal Gazeta do Povo

     

    Fusão tem pouco efeito no Paraná, mas estimula negócios.

    Pão de Açúcar e Carrefour têm apenas 12 lojas no estado. Mas a união dos dois grupos pode dar impulso a um movimento de aquisições de redes regionais.

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    O impacto da criação de uma gigante do varejo formada por Pão de Açúcar e Carrefour está concentrado principalmente no Sudeste do país, onde ambas têm o maior número de lojas. No Paraná, pelo menos a princípio, os efeitos devem ser pequenos, já que, juntas, as duas redes possuem apenas 12 lojas – pouco se comparado aos números da norte-americana Walmart, que tem 50, e das paranaenses Muffato (32) e Condor (30).

    A fusão favorece, por outro lado, um movimento de aquisições de redes regionais. Tanto da nova empresa, que, fortalecida, pode ir às compras, quanto da rival Walmart em busca de uma reação de mercado mais rápida. A avaliação é de Olavo Henroque Furtado, coordenador de pós-graduação e MBA da Trevisan Escola de Negócios. “Estamos vivendo uma nova fase de fusões no varejo”, afirma.

    A última grande aquisição no mercado do Paraná foi justamente do Walmart, que adquiriu em 2005 os ativos do português Sonae, que detinha as bandeiras BIG, Mercadorama e Maxxi Atacado. Cinco anos antes, o grupo Pão de Açúcar havia comprado a rede de supermercados paranaense Parati, com 11 lojas. Na época, as unidades foram transformadas em lojas de vizinhança de alto padrão com o mesmo nome da rede. Os resultados, no entanto, frustraram as expectativas do grupo de Abílio Diniz, o que culminou no fechamento de algumas lojas. Hoje há apenas quatro unidades do Pão de Açúcar no Paraná, todas em Curitiba.

    Com a fusão, o Pão de Açúcar deve aumentar sua presença no Brasil em 58%, passando de 113 municípios para 178. A rede de Abílio Diniz passa a operar em oito estados nos quais não atuava: Santa Catarina, Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Rio Grande do Sul, Maranhão e Espírito Santo.

    “No Paraná, é possível que haja até mesmo a diminuição do número de lojas, como parte do programa de ganhos de sinergia e redução de custos entre as duas redes. Esse é um risco que sempre existe nesses casos”, diz Christian Majczak, da consultoria GO4!, de Curirtiba.
    Preços

    As duas companhias estimam ganhos de sinergia entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,8 bilhão. Para o consumidor final, no entanto, ainda pairam dúvidas sobre o efeito da fusão nos preços dos produtos. Juntas, as redes Carrefour e Pão de Açúcar terão aproximadamente 27% do mercado varejista no Brasil, o que concede à nova empresa um grande poder de fogo na negociação com fornecedores.

    “A questão é saber se esses ganhos serão repassados em forma de preços mais baixos para o consumidor ou se a concentração vai significar melhoria de margens e imposição de preços no mercado”, diz Majczak.

    Movimento estratégico
    A concretização do negócio não deve ser fácil, principalmente por conta do litígio com o francês Casino, que se tornou parceiro de Abílio Diniz em 1999, em meio às dificuldades financeiras do grupo brasileiro. Pelo acordo entre Pão de Açúcar e Casino, a empresa francesa tem a opção de assumir o controle do gigante brasileiro daqui a um ano, indicando um nome para a presidência do Conselho de Admi­nistração.

    “Agora, se concretizada, a fusão com o Carrefour permite ao empresário não apenas evitar a perda do controle da sua empresa, como dá a ele participação importante em uma gigante do setor”, acrescenta o analista da GO4!.

    A estratégia de Diniz, segundo Furtado, também barra uma entrada mais forte de grupos varejistas estrangeiros, como o próprio Casino, principal concorrente do Carrefour na França, no mercado supermercadista brasileiro.

    Fonte: Jornal Gazeta do Povo