Londrina amanheceu sem o serviço de coleta de lixo. Em nova reunião, sindicato voltou a pedir reajuste de 20% nos salários mais 30% no de vale refeição, mas empresa manteve proposta de 6,57%.
A greve dos coletores de lixo continuará em Londrina. O motivo é que as negociações entre a MM Consultoria, Construções e Serviços, que detém o contrato do serviço, e o Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação (Siemaco) não avançaram na reunião realizada na manhã desta terça-feira (14).
Nenhum dos 130 funcionários que realizam o serviço saiu às ruas para trabalhar nesta terça-feira (14), primeiro dia da paralisação, segundo o Siemaco. A legislação determina que, como coleta de lixo é um serviço essencial, 30% dos empregados continuem trabalhando.
Segundo o diretor operacional da MM, Raimundo Paiva, a situação atual da empresa não permite o reajuste pedido pelo sindicato, de 20% nos salários e de 30% no vale refeição. “Tentamos explicar melhor o que já foi explicado em encontros anteriores. Esse aumento geraria um custo tão grande para a empresa que seria praticamente impossível de arcar.”
Para a presidente do Siemaco, Izabel Aparecida de Souza, a oferta feita pela empresa, de 6,57% de reajuste na folha de pagamento, é insuficiente. “Fizemos nossos cálculos baseados em negociações anteriores. No ano passado, a MM já nos concedeu um aumento de 15%. Eles podem chegar ao valor que estamos pedindo.”
Paiva deve se encontrar com representantes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) ainda nesta manhã para discutir a situação. Desse encontro pode sair uma nova proposta, que teria de ser analisada pelo sindicato em assembleia.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo
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