segunda-feira, 13 de maio de 2013

Frutos do time sub-23 atenuam o “tetra-vice” atleticano.


A derrota do Atlético por 3 a 1 para o Coritiba fez o Furacão se tornar o primeiro time a ficar com o vice-campeonato do Campeonato Paranaense por quatro vezes consecutivas, em 98 anos de história da competição.
Chegar ao “tetra-vice” (termo gritado pela torcida alviverde em provocação aos adversários) foi lamentado pelos jogadores e pelo técnico Arthur Bernardes. Todos preferiram, no entanto, destacar os méritos de uma equipe sub-23 que chegou à final de uma competição.
Tal sensação podia ser verificada 20 minutos antes de a bola rolar, quando treinador e jogadores subiram ao gramado do Couto Pereira para sentir o clima da final. Os atletas usavam uma camiseta com a inscrição “Eu faço parte desta história”. “[A camiseta] foi uma ideia do Héracles. Ele falou comigo durante a semana. Temos muito orgulho de trabalhar com esta equipe. Esse grupo vai ficar marcado na memória”, afirmou Renan Foguinho.
Em campo, precisando da vitória, o Atlético começou mais ofensivo, veloz e eficiente. Não por acaso, abriu o placar, com o chute de Hernani, da intermediária, que o goleiro Vanderlei aceitou.
Mas, no segundo tempo, já com o Coritiba vencendo por 2 a 1, não conseguiu manter o mesmo ritmo. “Ficamos tristes porque não fizemos o que queríamos. A marcação ficou distante, deixamos o Alex solto e o Deivid flutuou muito, o que foi importante para que eles se movimentassem. O Gil também apareceu muito bem e não marcamos”, afirmou Bernardes. “Demos uma relaxada no final do primeiro tempo”, disse o goleiro Santos.
Com a derrota, o Rubro-Negro mantém um tabu de cinco anos sem vencer o Coritiba no Couto Pereira – a última vez foi em 2008, com um 2 a 0 na primeira fase do Estadual – e 23 temporadas sem conquistar um título na casa do rival – comemorou em 1990, com o empate por 2 a 2.
Foguinho reclamou que o gol de empate do Coritiba teria sido irregular. “Houve um erro ali. O Júnior Urso pegou a bola com a mão e, na sequência, saiu o gol. Infelizmente, aqui dentro [no Alto da Glória] é difícil reverter um resultado”, afirmou.
Após o final da partida o zagueiro Bruno Costa cobrou o árbitro Adriano Milczviski e foi tirado de campo aos prantos.
O técnico destacou que o Atlético, apesar do vice-campeonato, mostrou que é mais que um formador de atletas. “É até um formador de opinião. Depois desse trabalho, as pessoas vão querer imitar. Mas é preciso ter logística e preparação para ter duas equipes. Nunca fiz marketing pessoal, acho que o melhor marketing foi ter vários atletas revelados, se preparando para um futuro brilhante.”
Premiação
Jogadores do Coxa abrem mão de “bicho” pelo título

Patricia Bahr, especial para a Gazeta do Povo
O foco no título fez os jogadores do Coritiba abrirem mão da premiação pela conquista confirmada ontem. A medida tomada pelo grupo foi revelada pelo presidente Vilson Ribeiro de Andrade após o tetra.
“O plantel se reuniu e me disse: ‘presidente, não queremos premiação. Nós abdicamos de premiação. Vamos conquistar o título para a nossa torcida’. Não teve bicho, não teve nada. Eles queriam dar o título para o torcedor”, revelou o dirigente.
E foi junto com o torcedor que os atletas comemoraram mais uma taça sobre o maior rival. Para completar a festa, após a tradicional volta olímpica, os jogadores foram até a arquibancada e entregaram o troféu de campeão aos fãs.
O técnico Marquinhos Santos também reverenciou a força do público e, ao apito final, foi solitário junto aos torcedores para agradecer. “No Couto Pereira é difícil perder um jogo, ainda mais um título. A torcida se fez presente, cobrou e nesse processo a gente vai evoluindo. É para eles essa conquista”, disse.
Os jogadores também ressaltaram a importância do torcedor, mesmo nos momentos difíceis com as críticas quanto ao desempenho no 2º turno. “A cobrança faz parte, a torcida quer que o time goleie sempre. Foi importante a cobrança, demos o melhor e foi importante essa vitória”, concluiu o meia Robinho.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo/Colaborou Fernando Rudnick

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