quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mulher morre ao ser atropelada por carro da polícia na canaleta do expresso.

Acidente aconteceu por volta das 15 horas desta quarta-feira na Avenida Marechal Floriano Peixoto; Delegacia de Trânsito e Polícia Militar devem investigar o caso.

Heliberton Cesca/Gazeta do Povo
Heliberton Cesca/Gazeta do Povo / O acidente ocorreu na Avenida Marechal Floriano, em Curitiba. Vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos
O acidente ocorreu na Avenida Marechal Floriano, em Curitiba. Vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos
Uma mulher, ainda não identificada, foi atropelada por um carro da Polícia Militar na tarde desta quarta-feira (4) na Avenida Marechal Floriano Peixoto, no cruzamento com a Rua Antonio Parolin Junior.
O acidente aconteceu por volta das 15 horas, quando quatro mulheres atravessavam a canaleta do expresso. Segundo informações da Polícia Militar, três delas viram o carro da polícia, uma Parati de cor verde e descaracterizada, menos a quarta mulher, que acabou sendo atropelada.
O Siate foi chamado e tentou reanimar a vítima, que não resistiu aos ferimentos. Segundo informações das testemunhas, a mulher trabalhava em uma empresa de telefonia localizada próximo ao local do acidente.
Segundo o tenente Rildo Fausto Cops Neto, do 13º Batalhão da Polícia Militar, a viatura estava trafegando em baixa velocidade. "O carro estava com o alerta ligado e na velocidade regulamentada. Essa foi a informação dos policiais que conduziam o veículo", disse.
Duas testemunhas, porém, contestam a versão dada pela polícia. As vendedoras de uma concessionária próxima ao local atravessavam a canaleta do expresso no mesmo instante quando viram o atropelamento. Segundo elas, o carro não estava sinalizado e trafegava em alta velocidade. "Ele estava a uns 80 ou 100 quilômetros por hora”, relatou Fernanda Rubick Cabral.Claudeni Bezerra da Silva completou: "O carro estava tão rápido que a gente não o viu. Só viu o acidente”, disse.
Investigação
Um inquérito policial será aberto na Delegacia de Trânsito para apurar as causas do acidente.
Além disso, a Polícia Militar irá instalar uma sindicância para investigar se houve imperícia ou erro dos policiais que dirigiam a viatura descaracterizada.
Segundo relatos de testemunhas que trabalham na região, é comum carros da polícia usarem a canaleta para trafegar, principalmente em alta velocidade.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo

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