sexta-feira, 2 de março de 2012

Pane no sistema de check-in da TAM provocou filas em aeroportos do país.

Empresa informou que o sistema foi normalizado por volta das 11h50. Os funcionários foram obrigados a fazer o check-in manualmente, aumentando o tempo de espera dos passageiros.

Uma pane no sistema de check-in da companhia aérea TAM prejudicou as operações da empresa durante toda manhã desta sexta-feira (2), em todo o país. Os funcionários eram obrigados a fazer o check-in manualmente, aumentando o tempo de espera dos passageiros. A empresa informou que o sistema foi normalizado por volta das 11h50.
A falha aconteceu por volta das 6h e desde então causou atrasos em 58 voos da companhia. No Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, houve fila no guichê da TAM por volta das 8h35, mas as 10h30 os passageiros já não enfrentavam fila no guichê, de acordo com a assessoria de imprensa do terminal.
Por volta das 12h40, nenhum voo da TAM registrava atraso no Afonso Pena, segunda dados da Infraero.
Na zona sul da capital paulista, os passageiros enfrentaram longas filas no Aeroporto deCongonhas. A situação foi a mesma no Aeroporto Internacional de Cumbica, emGuarulhos, na Grande São Paulo.
A TAM informou, por meio de nota oficial, que a impressão dos cartões de embarque e das etiquetas das bagagens era feito manualmente em todo país por causa de problema no link de conexão da empresa de tecnologia contratada pela companhia área com o sistema de check-in.
A empresa disse que está prestando toda a assistência aos clientes afetados e lamentou os inconvenientes causados pela situação. Os passageiros que preferirem podem realizar o check-in pelo site da empresa (www.tam.com.br), antes de se dirigirem aos aeroportos.

Direito dos usuários

De acordo com o diretor de fiscalização do Procon, Renan Ferraciolli, os passageiros prejudicados com o atraso têm alguns direitos que devem ser cumpridos pela empresa aérea. "Entre eles está o direito à informação sobre o que está ocorrendo, inclusive por escrito, se o consumidor solicitar", explica Renan.
A legislação prevê, segundo Renan, que a empresa aérea forneça ao passageiro facilidades de comunicação, com ligações gratuitas quando o atraso for de mais de uma hora. Quando o problema ultrapassar duas horas, o passageiro terá o direito à alimentação adequada e quando o atraso persistir mais de quatro horas, o passageiro terá direito à acomodação em local adequado, traslados e quando necessário serviços de hospedagem.
"Quando o atraso passar das quatro horas, o consumidor também poderá pedir o reembolso integral pago pelo bilhete e pelas tarifas, caso desista da viagem. Ele pode também pleitear a indenização pela Justiça", confirma Renan. "Caso a empresa não cumprir o determinado, o consumidor deve procurar o PROCON e a Anac para exigir seus direitos", conclui.
Segundo Renan, agentes do Procon estão no Aeroporto de Congonhas onde o número de voos da TAM é maior em São Paulo, fiscalizando a situação para determinar quais providências serão tomadas contra a companhia área.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo/Agência

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