Além do retorno dos trabalhadores, desembargador determinou que empresas forneçam carros-fortes em quantidade suficiente. Em caso de descumprimento, empresas e sindicatos pagam multa de R$ 20 mil por dia.
Além do retorno dos trabalhadores, o desembargador determinou que as empresas de transporte ofereçam carros-fortes em quantidade suficiente para a realização do trabalho. Isso ocorreu depois de denúncias feitas à Federação dos Vigilantes do Estado do Paraná (Fetravispp) informando que uma empresa de Ponta Grossa teria mandado os veículos retornarem aos pátios depois que os trabalhadores resolveram retomara as atividades.
Em caso de descumprimento da decisão, será aplicada uma multa de R$ 20 mil por dia, tanto para as empresas quando para o Sindicato dos Trabalhadores de Transporte de Valores e Escolta Armada do Paraná (Sindeesfort-PR), que representa os trabalhadores.
A greve da categoria começou em 1º de fevereiro e segue por tempo indeterminado. Os reflexos da paralisação são sentidos em Curitiba e no interior do Paraná. Já falta dinheiro em alguns caixas eletrônicos de todo o estado. Uma audiência de conciliação entre as partes ocorreu no TRT na segunda-feira, mas não houve acordo. Em relação à decisão sobre o dissídio, ainda não há previsão de quando o TRT vai terminar de analisar o caso.
O presidente do Sindeesfort-PR, Paulo Sérgio Gomes, criticou a ação impetrada pelo sindicato patronal. De acordo com Gomes, não houve preocupação com o andamento das negociações. “Os patrões não querem negociar os nossos salários. Querem que a Justiça resolva”, afirmou o presidente do Sindeesfort-PR.
A reportagem tentou entrar em contato com o sindicato patronal, mas não tinha obtido sucesso até às 13 horas.
Greve termina em Ponta Grossa
Os cerca de 60 trabalhadores de transporte de valores em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, voltaram ao trabalho na manhã desta terça-feira (07) após seis dias de paralisação. A decisão ocorreu após uma assembleia realizada às 7 horas da manhã. Segundo o presidente do Sindicato dos Vigilantes e de Transportes de Valores em Ponta Grossa, José Nilson Ribeiro, os trabalhadores decidiram voltar ao trabalho enquanto aguardam decisão judicial sobre o reajuste.
Formas de minimizar os problemas com a greve
Como muitos caixas eletrônicos já estão sem dinheiro, a orientação é para que a população reforce a utilização do autoatendimento e da internet para a realização de pagamentos e então evite a necessidade de sacar dinheiro. Os talões de cheque também são uma alternativa. Em muitos estabelecimentos comerciais, cartões de débito e crédito também podem ser utilizados.
Outra solução é fazer saques nos caixas físicos (na boca do caixa). De acordo com o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, não há informações de caixas físicos sem dinheiro. Os clientes da Caixa Econômica Federal também podem fazer saques nas lotéricas.
Caixas eletrônicos sem dinheiro
Locais com grande movimentação em Curitibajá sofrem com a falta de dinheiro nos caixas eletrônicos. Alguns equipamentos instalados na Rodoferroviária de Curitiba e nos shoppings Cidade, no Hauer, Estação e Curitiba, no Centro, ficaram sem dinheiro desde a manhã de sexta-feira (3), de acordo com Sindeesfort-PR. O desabastecimento pode se estender para supermercados, shoppings da capital e outras agências do Centro de Curitiba.
Para evitar o desabastecimento, o limite de saque nos caixas eletrônicos e físicos foireduzido em algumas agências bancárias da capital. O valor que é possível sacar varia de acordo com a unidade. A reportagem da Gazeta do Povo visitou algumas agências na tarde desta segunda-feira (6) para checar a situação (confira no box).
Situação nos bancos de Curitiba
A reportagem da Gazeta do Povo visitou algumas agências bancárias no centro de Curitiba para checar a situação do autoatendimento. Confira:
Bradesco
AGÊNCIA Marechal Deodoro
SITUAÇÃO Apenas três máquinas operando
LIMITE DE SAQUE R$ 1 mil por dia*
AGÊNCIA XV de Novembro
SITUAÇÃO Normal
LIMITE DE SAQUE R$ 1 mil por dia*
AGÊNCIA Palácio Avenida
SITUAÇÃO Normal
LIMITE DE SAQUE R$ 1 mil por dia*
HSBC
AGÊNCIA Marechal Deodoro
SITUAÇÃO Normal
LIMITE DE SAQUE R$ 1 mil por dia*
AGÊNCIA XV de Novembro
SITUAÇÃO Todos os caixas sem dinheiro
LIMITE DE SAQUE Sem dinheiro
Itaú
AGÊNCIA XV de Novembro
SITUAÇÃO Dois terminais inoperantes por falta de cédulas
LIMITE DE SAQUE R$ 1,1 mil por dia*
AGÊNCIA Marechal Deodoro
SITUAÇÃO Normal
LIMITE DE SAQUE R$ 1,1 mil por dia*
AGÊNCIA Alameda Dr. Muricy
SITUAÇÃO Saques apenas nos terminais de autoatendimento. Operação não está sendo realizada na boca do caixa em função da greve
LIMITE DE SAQUE Até R$ 5 mil
Banco do Brasil
AGÊNCIA Praça Carlos Gomes
SITUAÇÃO Dois terminais operando normalmente
LIMITE DE SAQUE R$ 500 por dia
AGÊNCIA Marechal Deodoro
SITUAÇÃO Três terminais operando normalmente
LIMITE DE SAQUE R$ 500 por dia
AGÊNCIA Praça Tiradentes
SITUAÇÃO Caixas operando normalmente, com plano de contigência
LIMITE DE SAQUE R$ 500 por dia
Caixa Econômica Federal
AGÊNCIA Praça Carlos Gomes
SITUAÇÃO Plano de contingência. Durante a tarde, sistema ficou fora do ar impossibilitando qualquer tipo de operação
LIMITE DE SAQUE R$ 500 por dia
Santander
AGÊNCIA Marechal Deodoro
SITUAÇÃO Normal
LIMITE DE SAQUE R$ 1 mil a R$ 1,2 mil, dependendo do tipo de conta*
AGÊNCIA XV de Novembro
SITUAÇÃO Normal
LIMITE DE SAQUE R$ 1 mil a R$ 1,2 mil, dependendo do tipo de conta*
*Limite operacional do banco para dias normais.
Fonte: Agências bancárias.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo
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