Estudante foi atingido no pescoço por uma chave. Tia do rapaz também foi ameaçada.
Jennifer Koppe / Gazeta do Povo
Motorista é agredido por flanelinha na Praça Carlos Gomes
Guardador de carro foi detido pela polícia
O estudante de Direito buzinou e foi surpreendido pelo homem que investiu sobre ele com a chave de um outro carro. “Ele enfiou a mão pela janela e começou a me socar”, diz o rapaz, segurando o pescoço onde marcas de sangue comprovavam a violência.
Durante a espera pela chegada da Polícia Militar, o homem – que não quis se identificar – ameaçou a tia de Domingos, dizendo que se ela não saísse da praça, iria se arrepender. Entre gritos, ameaçou a mulher de morte. “Eles acham que são donos da rua e estão com razão”, desabafou.
Algumas pessoas que testemunharam a agressão lembraram que, mesmo sendo zona de Estar, este grupo de homens costuma forçar o pagamento de gorjetas. O estacionamento da praça fica a uma quadra de um módulo policial desativado. “Se tivesse policia aqui, eles (os guardadores) não se achariam tanto”, lembra um homem que passava pelo local na hora da confusão.
Antes de a polícia chegar, o agressor chegou a chamar outros guardadores para intimidar Domingos. No entanto, quando a viatura se aproximou, foram embora.
Segundo o Cabo José Roberto dos Santos, do 12.º Batalhão da Polícia Militar, situações como essa não são incomuns. A maioria das vítimas, entretanto, não registra boletim de ocorrência. “As pessoas precisam entender que não são obrigadas a dar dinheiro para guardador de carro”. Ele lembra, inclusive, que muitos motoristas chegam a entregar as chaves dos veículos para estes guardadores e que os torna coniventes com este tipo de ação. “Já chegamos a guinchar carro em local que o guardador nem tinha habilitação”.
O agressor foi encaminhado para o 1.º DP.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo
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