quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Após decisão judicial, servidores da saúde deixam o Centro Cívico.

Funcionários da prefeitura de Curitiba estavam acampados em frente à sede do órgão e deixaram o local no início da manhã, por volta das 7h25.

Aproximadamente 40 servidores da saúde da prefeitura de Curitiba deixaram a frente do órgão na manhã desta quarta-feira (28). Os manifestantes reivindicavam uma reunião com o prefeitoLuciano Ducci (PSB). O grupo estava acampado no Centro Cívico desde 20 de dezembro, segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc).
A prefeitura conseguiu uma liminar na sexta-feira (23) para que os servidores saíssem do local. De acordo com o Sismuc, o grupo estava há oito dias no local e foi notificado da decisão judicial por volta das 7h25 desta quarta-feira.
Os manifestantes deixaram o Centro Cívico por volta das 7h30 e seguiram para a Praça Santos Andrade, no Centro da capital, de acordo com a diretora de assuntos jurídicos do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc). Os servidores da saúde estavam reunidos na praça, por volta das 8h25, e decidiam quais serão os próximos atos.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Curitiba, por volta das 9h10, e aguarda o retorno.
Trânsito
As ruas nas proximidades da prefeitura de Curitiba, no bairro Centro Cívico, ficaram bloqueadas no início da manhã desta quarta-feira (28). O motivo era o protesto dos servidores da área da saúde da prefeitura da capital.
O Centro de Controle Operacional da Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran) confirmou que o bloqueio no Centro Cívico foi causado pelo protesto. A Diretran não soube precisar quais e quantas ruas tiveram restrições ao tráfego por causa do ato dos servidores.
A informação era de que o tráfego já estava normalizado na região por volta das 8h20.
Greve
Os servidores da saúde de Curitiba estão em greve desde o dia 5 deste mês. Os funcionários municipais da saúde reivindicam a inclusão de uma parcela dos trabalhadores em um projeto de lei que reduz a jornada de trabalho e estão em greve desde o início de dezembro. Cerca de 300 servidores aderiram à paralisação. A maioria trabalha no Laboratório Municipal. Outros estão envolvidos com atividades de programas, como os voltados para a terceira idade.
Imbróglio
A maioria dos funcionários públicos da saúde (enfermeiros, técnicos em enfermagem, técnicos em higiene dental, auxiliares de consultório dentário e auxiliares) foi incluída no projeto de lei que altera a carga horária semanal da categoria. O protesto dos demais, que formam grupo de quase 1,2 mil pessoas, é para que todos os servidores sejam incluídos. Compõem o grupo de funcionários sem o benefício os nutricionistas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, bioquímicos, psicólogos, técnicos de laboratório e técnicos de saneamento.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo

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