Aliado à falta de exercícios físicos regulares, o consumo de alimentos industrializados é uma das causas dos quilos a mais.
Especialistas indicam que sempre é preferível ingerir alimentos naturais
Foto: André Teixeira
Foto: André Teixeira
Estamos nos transformando em um país de gordos e obesos. Há seis anos, 2 em cada 10 brasileiros estavam acima do peso; pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia) lançada no ano passado comprova que hoje já são 93 milhões de pessoas com sobrepeso — metade da população, ou seja, a cada dois brasileiros, um está gordo.
As consequências são conhecidas e formam o fator que mais impacta a saúde pública hoje no país: doenças cardiovasculares, diversos tipos de câncer, diabetes, insuficiência renal, problemas na vesícula, nos joelhos e na coluna.
Além da insuficiência de exercícios físicos regulares, talvez as causas do problema estejam na lista de compras, ou mais precisamente na falta dela.
Especialistas apontam o consumo excessivo de alimentos industrializados como um ingredientes a engordar nossa população. Esses alimentos são justamente os que, na média, apresentam os maiores índices de gordura, calorias e sal.
Praticar o consumo consciente implica em:
:: Programar antes a compra, para não provocar desperdícios;
:: Ler atentamente rótulos e embalagens, para observar não só preço, marca e data de validade, mas também a composição do alimento;
:: Optar por alimentos naturais e vindos de perto;
:: Evitar as gorduras trans;
O carrinho na feira e no supermercado deve buscar sempre uma alimentação mais saudável e mais sustentável. Além da saúde, essa postura vai beneficiar o seu bolso, a economia do país, a sociedade e o planeta.
— Come-se cada vez mais na rua, onde são oferecidos alimentos processados e com baixo valor nutricional — alerta Márcia Alves Keller, nutricionista.
Segundo o IBGE, nos últimos seis anos, os gastos com a alimentação fora do domicílio, em áreas urbanas, cresceu sete pontos percentuais e, hoje, representa um terço (33,1%) das despesas das famílias. Na área rural, a participação da alimentação fora de casa é de 17,5%. Em 2003, era de 13,1%.
Segundo Márcia, um estilo mais saudável consiste basicamente em fazer em torno de cinco refeições diárias, aumentar o consumo de frutas e verduras, diminuir o consumo de gorduras, diminuir o consumo de produtos industrializados e de sal, além de praticar no mínimo 30 minutos de atividade física diária.
— São números assustadores que refletem a automatização da alimentação, fruto da vida corrida, principalmente nas cidades. É preciso dedicar mais tempo para comermos o que nos faz bem — alerta a nutricionista.
Para Camila Mello, gerente de Mobilização Comunitária do Instituto Akatu, é neste cenário que surge a importância de se planejar uma alimentação mais saudável no dia-a-dia.
— Escolher com atenção que tipos de alimentos vão fazer parte das suas refeições é um primeiro passo. Depois, a dica é sentar para escrever o cardápio da semana, não esquecendo de incluir saladas, verduras, frutas e feijão — aconselha.
Na hora das compras, a dica é descobrir a procedência dos produtos oferecidos. Dar preferência aos produtos orgânicos e àqueles que produzidos em locais mais próximos de onde serão consumidos: além de contribuir para o crescimento da economia local, ajuda a reduzir o transporte no deslocamento, que implica menor queima de combustíveis responsáveis pela emissão de gases causadores do efeito estufa e, portanto, menos impacto no aquecimento global.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), criou o Manual de Orientação ao Consumidor, para estimular os brasileiros a ler e entender os dados veiculados nos rótulos dos alimentos. O manual informa, por exemplo, quais os alimentos que precisam apresentar rótulos, as quantidades limites dos ingredientes para cada tipo de produto, além de uma tabela que faz a conversão das porções apresentadas nos rótulos para medidas caseiras.
Confira também o os Dez Passos Para Uma Alimentação Saudável, criado pelo Ministério da Saúde. O guia orienta os consumidores a fazerem escolhas alimentares saudáveis, além de oferecer dicas de preparo. Nele, há indicações sobre o número ideal de refeições diárias, alimentos que devem ser consumidos diariamente, além de fórmulas que ajudam o consumidor a saber se está com o peso ideal.
Não tendo tempo para preparar refeições todos os dias, vale aproveitar o final de semana para reunir os amigos e oferecer aquele cardápio especial.
— Essa convivência pode servir também para ensinar aos filhos as receitas clássicas da família. E mais do que isso, pode-se caprichar na dose e aproveitar as sobras para as marmitas da semana — revela.
Para a especialista, consumir consciente não significa banir gorduras, doces e frituras, com exceção daqueles que têm indicação do médico. Mas é controlar, reduzir.
Outra dica é consumir o mínimo possível de sal. Todos os alimentos são importantes para o bom funcionamento do organismo, mas é preciso um equilíbrio.
— A rigor, não sendo por recomendação médica, deve-se consumir todos os tipos de alimentos, mas de forma equilibrada — conclui a nutricionista Marcia.
As consequências são conhecidas e formam o fator que mais impacta a saúde pública hoje no país: doenças cardiovasculares, diversos tipos de câncer, diabetes, insuficiência renal, problemas na vesícula, nos joelhos e na coluna.
Além da insuficiência de exercícios físicos regulares, talvez as causas do problema estejam na lista de compras, ou mais precisamente na falta dela.
Especialistas apontam o consumo excessivo de alimentos industrializados como um ingredientes a engordar nossa população. Esses alimentos são justamente os que, na média, apresentam os maiores índices de gordura, calorias e sal.
Praticar o consumo consciente implica em:
:: Programar antes a compra, para não provocar desperdícios;
:: Ler atentamente rótulos e embalagens, para observar não só preço, marca e data de validade, mas também a composição do alimento;
:: Optar por alimentos naturais e vindos de perto;
:: Evitar as gorduras trans;
O carrinho na feira e no supermercado deve buscar sempre uma alimentação mais saudável e mais sustentável. Além da saúde, essa postura vai beneficiar o seu bolso, a economia do país, a sociedade e o planeta.
— Come-se cada vez mais na rua, onde são oferecidos alimentos processados e com baixo valor nutricional — alerta Márcia Alves Keller, nutricionista.
Segundo o IBGE, nos últimos seis anos, os gastos com a alimentação fora do domicílio, em áreas urbanas, cresceu sete pontos percentuais e, hoje, representa um terço (33,1%) das despesas das famílias. Na área rural, a participação da alimentação fora de casa é de 17,5%. Em 2003, era de 13,1%.
Segundo Márcia, um estilo mais saudável consiste basicamente em fazer em torno de cinco refeições diárias, aumentar o consumo de frutas e verduras, diminuir o consumo de gorduras, diminuir o consumo de produtos industrializados e de sal, além de praticar no mínimo 30 minutos de atividade física diária.
— São números assustadores que refletem a automatização da alimentação, fruto da vida corrida, principalmente nas cidades. É preciso dedicar mais tempo para comermos o que nos faz bem — alerta a nutricionista.
Para Camila Mello, gerente de Mobilização Comunitária do Instituto Akatu, é neste cenário que surge a importância de se planejar uma alimentação mais saudável no dia-a-dia.
— Escolher com atenção que tipos de alimentos vão fazer parte das suas refeições é um primeiro passo. Depois, a dica é sentar para escrever o cardápio da semana, não esquecendo de incluir saladas, verduras, frutas e feijão — aconselha.
Na hora das compras, a dica é descobrir a procedência dos produtos oferecidos. Dar preferência aos produtos orgânicos e àqueles que produzidos em locais mais próximos de onde serão consumidos: além de contribuir para o crescimento da economia local, ajuda a reduzir o transporte no deslocamento, que implica menor queima de combustíveis responsáveis pela emissão de gases causadores do efeito estufa e, portanto, menos impacto no aquecimento global.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), criou o Manual de Orientação ao Consumidor, para estimular os brasileiros a ler e entender os dados veiculados nos rótulos dos alimentos. O manual informa, por exemplo, quais os alimentos que precisam apresentar rótulos, as quantidades limites dos ingredientes para cada tipo de produto, além de uma tabela que faz a conversão das porções apresentadas nos rótulos para medidas caseiras.
Confira também o os Dez Passos Para Uma Alimentação Saudável, criado pelo Ministério da Saúde. O guia orienta os consumidores a fazerem escolhas alimentares saudáveis, além de oferecer dicas de preparo. Nele, há indicações sobre o número ideal de refeições diárias, alimentos que devem ser consumidos diariamente, além de fórmulas que ajudam o consumidor a saber se está com o peso ideal.
Não tendo tempo para preparar refeições todos os dias, vale aproveitar o final de semana para reunir os amigos e oferecer aquele cardápio especial.
— Essa convivência pode servir também para ensinar aos filhos as receitas clássicas da família. E mais do que isso, pode-se caprichar na dose e aproveitar as sobras para as marmitas da semana — revela.
Para a especialista, consumir consciente não significa banir gorduras, doces e frituras, com exceção daqueles que têm indicação do médico. Mas é controlar, reduzir.
Outra dica é consumir o mínimo possível de sal. Todos os alimentos são importantes para o bom funcionamento do organismo, mas é preciso um equilíbrio.
— A rigor, não sendo por recomendação médica, deve-se consumir todos os tipos de alimentos, mas de forma equilibrada — conclui a nutricionista Marcia.
Fonte: Jornal Zero Hora/Bem-Estar/Mundo Verde
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