Mesmo sem receber ainda a cópia do requerimento de autoria do vereador Clóvis Lima (PR), aprovado nessa segunda-feira (11) pela Câmara Municipal, pedindo a criação de Farmácia Popular Municipal em Presidente Prudente, o secretário municipal de Saúde, Sérgio Cordeiro, já rejeitou tal possibilidade.
De acordo com o chefe da Pasta, além de não ter necessidade, seria inviável controlar a distribuição de 200 medicamentos em farmácias particulares da cidade. Já Clóvis de Lima defende a ideia com base, segundo ele, em reclamações de usuários de Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Para o vereador, o serviço pode ser "copiado" da Farmácia Popular criado pelo governo federal. "A Prefeitura criaria um convênio com as farmácias particulares para que os medicamentos que são oferecidos pelo município estejam disponíveis nesses locais também. A população pede muito, reclama que após as 18h as farmácias nas UBSs não funcionam e não têm como retirar os medicamentos", explica Lima.
"Se contratar dois ou três farmacêuticos vai gastar mais. O custo de manutenção é maior. Acho que com essa medida a prefeitura não iria gastar. O gasto seria só com remédios. Era o médico colocar o horário na receita e o paciente retirar em farmácias. Hoje em dia todo bairro tem uma farmácia que atende noturnamente. Se dá certo o federal [distribuição], tem que dar certo aqui", reforça.
A diretora do Conselho Regional de Farmácia (CRF), Nádia Alvim, gosta da iniciativa, mas alerta para o procedimento de distribuição e controle, e faz sugestões. "Em algumas cidades já acontece isso, como Rancharia e Quatá. Devemos lembrar que isso foi promessa de campanha em Prudente. Temos que ver a questão de responsabilidade fiscal e ética. Desde que respeite a lei, não tem problema. Tem que fazer de forma aberta ou licitação para que não haja privilégios para algumas apenas, englobando todas as farmácias da cidade [atualmente 200]", opina.
Ainda segundo Nádia, a transferência de medicamentos do município para as farmácias precisa ser analisada. "Tem que ver se é legal. Vai aparecer o questionamento: o que esse medicamento do posto de saúde está fazendo aqui na farmácia? Deixar nas farmácias acho inviável. Talvez um reembolso fosse melhor. Mas pessoalmente acredito que seria melhor o atendimento nas UBSs, com o funcionamento ampliado", afirma.
Negado
O secretário de Saúde de Prudente, Sérgio Cordeiro, diz que é inviável a implantação do projeto e adianta que o município não tem condições de atender ao pedido. "Assim que receber o requerimento, vou justificar. Não temos condições de colocar e controlar esses medicamentos nas farmácias. Não tem necessidade disso. Em casos de emergência e urgência, os medicamentos são liberados. Nos Prontos Atendimentos as farmácias funcionam à noite", justifica Cordeiro.
"Temos 200 itens, como vou disponibilizar isso? A consulta é feita em horário comercial, a pessoa tem tempo para retirar o medicamento", finaliza.
De acordo com o chefe da Pasta, além de não ter necessidade, seria inviável controlar a distribuição de 200 medicamentos em farmácias particulares da cidade. Já Clóvis de Lima defende a ideia com base, segundo ele, em reclamações de usuários de Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Para o vereador, o serviço pode ser "copiado" da Farmácia Popular criado pelo governo federal. "A Prefeitura criaria um convênio com as farmácias particulares para que os medicamentos que são oferecidos pelo município estejam disponíveis nesses locais também. A população pede muito, reclama que após as 18h as farmácias nas UBSs não funcionam e não têm como retirar os medicamentos", explica Lima.
"Se contratar dois ou três farmacêuticos vai gastar mais. O custo de manutenção é maior. Acho que com essa medida a prefeitura não iria gastar. O gasto seria só com remédios. Era o médico colocar o horário na receita e o paciente retirar em farmácias. Hoje em dia todo bairro tem uma farmácia que atende noturnamente. Se dá certo o federal [distribuição], tem que dar certo aqui", reforça.
A diretora do Conselho Regional de Farmácia (CRF), Nádia Alvim, gosta da iniciativa, mas alerta para o procedimento de distribuição e controle, e faz sugestões. "Em algumas cidades já acontece isso, como Rancharia e Quatá. Devemos lembrar que isso foi promessa de campanha em Prudente. Temos que ver a questão de responsabilidade fiscal e ética. Desde que respeite a lei, não tem problema. Tem que fazer de forma aberta ou licitação para que não haja privilégios para algumas apenas, englobando todas as farmácias da cidade [atualmente 200]", opina.
Ainda segundo Nádia, a transferência de medicamentos do município para as farmácias precisa ser analisada. "Tem que ver se é legal. Vai aparecer o questionamento: o que esse medicamento do posto de saúde está fazendo aqui na farmácia? Deixar nas farmácias acho inviável. Talvez um reembolso fosse melhor. Mas pessoalmente acredito que seria melhor o atendimento nas UBSs, com o funcionamento ampliado", afirma.
Negado
O secretário de Saúde de Prudente, Sérgio Cordeiro, diz que é inviável a implantação do projeto e adianta que o município não tem condições de atender ao pedido. "Assim que receber o requerimento, vou justificar. Não temos condições de colocar e controlar esses medicamentos nas farmácias. Não tem necessidade disso. Em casos de emergência e urgência, os medicamentos são liberados. Nos Prontos Atendimentos as farmácias funcionam à noite", justifica Cordeiro.
"Temos 200 itens, como vou disponibilizar isso? A consulta é feita em horário comercial, a pessoa tem tempo para retirar o medicamento", finaliza.
Fonte: Portal Prudentino
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