segunda-feira, 1 de julho de 2013

Dezenove bombeiros morrem em incêndio florestal nos EUA.

Bombeiros de um grupo de elite ficaram presos pelo incêndio florestal que se propagou rapidamente com a ajuda de fortes ventos em uma área conhecida como Yarnell Hill.

REUTERS/Arizona State Forestry Division/Handout
REUTERS/Arizona State Forestry Division/Handout / Morte dos bombeiros é a pior tragédia florestal registrada em 30 anos nos EUA
Morte dos bombeiros é a pior tragédia florestal registrada em 30 anos nos EUA
Dezenove bombeiros morreram na noite do domingo em um incêndio florestal registrado no estado do Arizona, segundo informaram vários meios de comunicação americanos.
Fontes oficiais do estado do Arizona, na fronteira com o México, informaram da morte dos bombeiros na pior tragédia florestal registrada em 30 anos nos EUA.
Os bombeiros, pertencentes a um corpo de elite, ficaram presos pelo incêndio florestal que se propagou rapidamente com a ajuda de fortes ventos em uma área conhecida como Yarnell Hill.
O incêndio provocou, além disso, a evacuação de moradores da pequena cidade de Yarnell, situada a cerca de 130 quilômetros ao noroeste de Phoenix.
Pelo menos 200 das 500 casas dessa cidade ficaram danificadas pelo incêndio, que arrasou 800 hectares de floresta, segundo informou o porta-voz da divisão florestal do estado do Arizona, Mike Reichling, citado pela edição digital do jornal "The Arizona Republic".
Fonte: EFE

Chuva já afetou mais de 100 mil pessoas no Paraná.

Balanço da Defesa Civil aponta que 1.187 pessoas permanecem em abrigos após chuvas das últimas semanas. Nove rodovias do Paraná continuam bloqueadas.

A chuva que cai sobre o Paraná desde o último dia 19 de junho já afetou 102.786 pessoas. A informação foi divulgada na manhã desta segunda-feira pela Defesa Civil estadual. No total, 1.639 ficaram desabrigadas, sendo que 1.187 permanecem em abrigos públicos. Outras 13.256 precisaram deixar suas casas e se hospedar em casas de amigos. A chuva danificou ainda 7.173 casas até o momento.
O mau tempo causou estragos na região de Paranavaí neste fim de semana. A situação mais crítica ocorreu em Querência do Norte, onde o evento meteorológico fez com que 450 pessoas tivessem que procurar abrigos públicos. Durante a última semana, em Umuarama – na mesma região – 5 mil foram afetados devido a erosões.
A cidade com maior número de afetados até o momento é Prudentópolis, com 18.032 pessoas. Em seguida está São José dos Pinhais, na RMC, com 14 mil, e depois vem Rio Bonito do Iguaçu, com 16,6 mil. Irati teve 13.067 afetados e Rio Azul 6,5 mil.
Rodovias bloqueadas
Nove estradas do Paraná seguem bloqueadas nesta segunda-feira total ou parcialmente devido às chuvas que se acumulam nas últimas semanas no estado. No total, sete rodovias estaduais e duas federais possuem bloqueios. A restrição no fluxo ocorre principalmente por alagamentos em regiões de ponte e quedas de barreira.
Na PR-151, próximo a São Mateus do Sul, problemas na ponte sobre o Rio Vargem, no quilômetro 488, bloqueiam o trânsito para caminhões. O trecho faz divisa com o município de Três Barras, em Santa Catarina.
Na PR-487, em Pitanga, uma queda de barreira restringe o tráfego no local em meia-pista no quilômetro 287 ocorre por causa de queda de barreira. No quilômetro 3 da PR-554, uma ponte submersa em aproximadamente dois metros deixa o local, que fica entre as cidades de Doutor Camargo e Jussara, totalmente bloqueado.
Outro bloqueio também é registrado no quilômetro 15 da PR-431, entre Ribeirão Claro e Jacarezinho. Um deslizamento de terra deixa a pista da rodovia parcialmente interditada. Outro bloqueio também é registrado no quilômetro 36 da PR-559 devido à chuva. A interdição na estrada ocorre no trecho entre Paraíso do Norte e Mirador.
PR-576, no quilômetro 57, também segue interditada por causa da água que invadiu a pista. O trecho fica nas proximidades da Ponte do Rio Ivaí, entre Aparecida do Ivaí e Tapira. No trecho, o tráfego flui em meia pista. A PR-559 tem interdição total no quilômetro 36, entre Paraíso do Norte e Mirador.
O trânsito na PR-492, entre as cidades de Rondon e Paraíso do Norte, no noroeste do Paraná, foi liberado parcialmente neste sábado. A rodovia foi bloqueada após a ponte sobre o Rio Ivaí, localizada no quilômetro 36, ficar submersa por causa da quantidade água acumulada pelas chuvas dos últimos dias.
Duas rodovias federais seguem interditadas. O trecho da BR-373, próximo ao quilômetro 460, tem interdição total entre os municípios de Chopinzinho e Mangueirinha. Também na BR-373, uma erosão bloqueia a rodovia no quilômetro 424, nas proximidades de Candói.
BR-476, conhecida como Rodovia do Xisto, também segue interditada para caminhões desde o fim de semana por causa das chuvas. O quilômetro 329 da rodovia, no trevo de acesso à cidade de Paulo Frontin, está bloqueada devido a uma queda de barreira na região. Carros transitam normalmente pelo trecho.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Tarifa de ônibus em Curitiba cai hoje para R$ 2,70.

Cortes de gastos com publicidade da Copa do Mundo, aumento na fiscalização e dinheiro da Câmara ajudarão a bancar redução de 5,3% na tarifa.

Quem andar de ônibus hoje vai economizar R$ 0,15 em cada viagem. A diminuição do preço da tarifa, anunciada pelo prefeito Gustavo Fruet (PDT) há dez dias em parte por causa da mobilização popular, finalmente será sentida pelo usuário, que vai desembolsar R$ 2,70 cada vez que passar pela catraca. Aos domingos a passagem continua R$ 1,50. A demora entre o anúncio de redução e diminuição efetiva da passagem foi explicada por argumentos tecnológicos. Esse intervalo de quase dez dias seria necessário para que se acertasse todo o sistema, desde as informações para catracas até a venda de bilhetes online.

O desconto na tarifa vai acarretar em um aumento de R$ 30 milhões no déficit do sistema. Para ajudar a cobrir esse rombo, ao contrário de outras capitais que anunciaram que vão cortar investimentos em outras áreas, Curitiba adotou outra postura. Segundo Fruet, os recursos virão do corte nos gastos com publicidade para a Copa do Mundo, da intensificação na fiscalização de impostos e de uma doação de R$ 10 milhões da Câmara Municipal.
Terceira maior queda
A diminuição de 5,3% no preço, apresentada como a terceira maior queda entre as capitais que baixaram a passagem, não deixou a tarifa no patamar pago pelo usuário anteriormente. Mesmo com essa redução, as empresas que operam o sistema continuarão recebendo o valor da tarifa técnica por passageiro, que é de R$ 2,9994. Isso ocorre porque o contrato de licitação, assinado em 2010, determina que a remuneração das empresas seja feita com base nesse valor, que seria o custo real do transporte coletivo.
Tecnologia
A demora de dez dias entre o anúncio de redução e diminuição efetiva da passagem foi explicada pela necessidade de se acertar todo o sistema, desde as informações para catracas até a venda de bilhetes online.
R$ 2,9994
É o valor da tarifa técnica por passageiro que continuará a ser repassado às empresas que operam o sistema, mesmo com a redução nas tarifas.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Desaceleração desafia mercado de trabalho no segundo semestre.

Mudança de tendência na geração de vagas, verificada nos últimos meses, coloca em xeque meta do governo de gerar 1,7 milhão de empregos em 2013.

Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Daniel Castellano/Gazeta do Povo / Prédio em construção no Centro de Curitiba: setor dispensou 1,9 mil pessoas em maio
Prédio em construção no Centro de Curitiba: setor dispensou 1,9 mil pessoas em maio
Economistas e especialistas em trabalho são unânimes em dizer que está cada vez mais distante a meta de gerar de 1,7 milhão de empregos neste ano, como chegou a prever o governo. A perda de fôlego do mercado de trabalho, que ficou mais evidente nos últimos meses, deve se acentuar e cresce a possibilidade de que o desemprego, hoje em 5,8%, possa subir no segundo semestre.
O sinal amarelo veio com a divulgação dos dados do mercado de trabalho em maio. No mês, o país gerou apenas 72 mil vagas – o pior resultado dos últimos 21 anos, segundo o Cadastro Geral e Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Em maio do ano passado, o saldo de vagas tinha sido de 139,7 mil.
No Paraná, o saldo de empregados ficou em 9,7 mil, 17,3% menor do que em maio do ano passado. A frustração com a retomada da economia, a inflação e a alta dos juros pesam negativamente para o mercado de trabalho, que até agora tem sido um dos pontos de resistência da economia brasileira. O emprego tem ajudado, juntamente com a renda, a sustentar o consumo e evitar que a disparada da inadimplência.
Na avaliação do economista Lucas Dezordi, coordenador do departamento de economia da Universidade Positivo (UP), porém, o desemprego poderá subir nos próximos três meses, com o desaquecimento da geração de vagas. “Há uma mudança na tendência do mercado de trabalho. As empresas que viram os salários crescerem mais que a produtividade começam a fazer ajustes”, diz. A consultoria Tendências projeta que, se a economia não se recuperar, há o risco de que o emprego possa ser afetado no próximos meses.
O setor de construção, que é um dos maiores empregadores do país, cortou 1,9 mil vagas em maio. A indústria da transformação, por sua vez, gerou 42% menos empregos em relação ao mesmo período do ano passado, com 15.754 vagas. O comércio, que em maio do ano passado tinha gerado 9,7 mil empregos, nesse criou apenas 36 empregos. Segundo o economista Julio Suzuki, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), a conjuntura macroeconômica não é favorável, o que afetará, de alguma maneira, o emprego.
A taxa de desemprego no Brasil está em níveis historicamente baixos, segundo o IBGE. Mas, após chegar ao menor patamar em dezembro do ano passado, de 4,6%, o desemprego no país subiu nos últimos meses e se manteve estável em maio. Ainda assim é a menor da série para o mês desde 2003. Em Curitiba, a taxa de desocupação, calculada pelo Ipardes, foi de 3,9%. Segundo Suzuki, a situação do emprego vai depender de que tipo de ajuste o governo fará para driblar a piora no quadro fiscal, de inflação e de crescimento da economia.
Estima-se que a alta dos juros, por exemplo, pode ter um impacto de até um ponto porcentual na taxa de desemprego. Juros mais altos desaceleram consumo e prejudicam as empresas, que seguram investimentos e contratações.
Para o Dieese, crescimento sustenta renda e emprego
Apesar do resultado mais fraco no emprego em maio, o Departamento Intersidical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que a desaceleração foi pontual e prevê uma melhora do cenário. “A economia vai crescer mais em 2013, em torno de 3%, então é de se esperar que o emprego cresça e o desemprego registre até uma queda”, afirma Fabiano Camargo da Silva, técnico do Dieese no Paraná.
Segundo ele, apesar da redução do saldo de vagas, o mercado de trabalho continua com a demanda aquecida, o que deve inclusive puxar para cima salários em áreas onde há escassez de mão de obra. “Tanto que na maioria das negociações salariais desse ano estão sendo conquistados reajustes acima da inflação”, diz. Para ele, a análise de que os salários subiram mais do que a produtividade precisa ser contextualizada. “Se olharmos para os dois últimos anos, isso ocorreu. Mas se computarmos os anos anteriores vamos ver que a renda cresceu menos do que a produtividade. Com isso, não há justificativa para cortes nas empresas”, diz.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Governo admite parceria na duplicação de rodovias.

Governo estadual quer recorrer ao modelo de Parceria Público-Privada para tentar impedir que o preço dos pedágios seja tão elevado quanto em concessões anteriores.

Gilberto Abelha/Gazeta do Povo
Gilberto Abelha/Gazeta do Povo / Curva perigosa na PR-445, no trecho entre Londrina e Mauá da Serra. DER admite que será necessário cobrar dos motoristas para viabilizar o projeto de duplicação
Curva perigosa na PR-445, no trecho entre Londrina e Mauá da Serra. DER admite que será necessário cobrar dos motoristas para viabilizar o projeto de duplicação
O governo do Paraná estuda custear parte das obras de duplicação das rodovias PR-445, PR-323 e PR-092, dentro do modelo de Parceria Público-Privada (PPP). O objetivo seria impedir que o pedágio, caso adotado nesses trechos, tenha preço tão elevado quanto em concessões mais antigas. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) admite que será necessário cobrar dos motoristas para viabilizar o projeto de duplicação. Duas empresas já estão autorizadas a realizar os estudos de viabilidade técnica e econômica das obras, com conclusão prevista para setembro. A abertura das licitações é esperada para o início do próximo ano.
O prazo para que empresas manifestassem interesse em estudar a viabilidade das obras terminou em 25 de maio e, segundo a Secretaria Estadual de Planejamento, somente a Triunfo Participações e Investimentos e a Odebrecht Participações se interessaram em realizar o estudo. As duas já haviam se manifestado em 18 de abril, quando receberam parecer favorável do Comitê Gestor de Parcerias Público-Privadas do Paraná.
A Triunfo – dona da concessionária de pedágio Econorte – foi autorizada a estudar os quase 80 quilômetros da PR-445 entre Londrina e Mauá da Serra e os 124 quilômetros da PR-092 entre Jaguariaíva e Santo Antônio da Platina. Já a Odebrecht – ligada à Viapar – vai estudar a duplicação da PR-323 e rodovias adjacentes, um corredor rodoviário de 300 quilômetros entre Guaíra e o interior de São Paulo.
Modelo de cobrança
De acordo com o DER, além dos detalhes técnicos das obras, os estudos de viabilidade devem indicar a modelagem de cobrança a ser feita nos trechos duplicados. Segundo o órgão, a intenção é que parte das obras seja concluída antes do início da cobrança e que os valores sejam menores do que o padrão atual de pedágio. Isso porque a taxa interna de retorno – o lucro da empresa, que chega a 20% em algumas concessões atuais – deve ser menor do que 10% nos contratos de PPP. O DER também admitiu a possibilidade do governo entrar como parceiro na obra baixar o preço do pedágio.
O economista Elton Augusto dos Anjos, membro da Coordenação de PPPs da Secretaria Estadual de Planejamento, explica que caberá à iniciativa privada propor soluções inteligentes e de baixo custo. “É difícil dizer se terá algum tipo de tarifa, isso será uma definição das secretarias e do governador. Tudo depende da modelagem financeira, o estado pode bancar a diferença para que as tarifas não sejam muito altas.”
Por meio de assessoria de imprensa, o presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar), Antonio Ribas, preferiu não comentar as possíveis modelagens de cobrança ao usuário, uma vez que a discussão das PPPs das rodovias não foi levada ao conhecimento do órgão. “Analisaremos a pretensão do governo e empresas na fase anterior ao processo de licitação que deverá ocorrer. Assim é o trâmite previsto. Nesta fase, as tratativas são conduzidas pelo DER e pela SEPL.”
Após estudo, empresas têm vantagem na licitação
Embora no modelo de PPPs o risco seja da iniciativa privada, o governo reconhece que as empresas que realizam o estudo “têm leve vantagem” no processo licitatório, por conhecerem bem o objeto da concorrência.
Até o final da semana, a Coordenação de PPPs do Paraná está analisando os planos de trabalho propostos pelas empresas Triunfo e Odebrecht. “Mas, provavelmente, [as empresas] já começaram o estudo antes das nossas considerações, porque é assim que funciona a iniciativa privada”, aponta o membro da Coordenação de PPPs da Secretaria Estadual de Planejamento, Elton Augusto dos Anjos.
A Odebrecht confirmou, por meio de nota, a realização de estudos sobre a PR 323 e esclareceu “que mais detalhes serão divulgados quando houver conclusão do processo”. Já a Triunfo preferiu não se manifestar. No final de abril, a empresa admitiu estar fazendo o estudo de duplicação da PR-445 por conta própria e manifestou interesse em participar futuramente da concessão do trecho a ser duplicado, que é continuação dos já pedagiados sob controle da empresa.
Modelos
PPP pressupõe contraprestação pública
Doutor em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e autor livros sobre a temática, o advogado Fernando Vernalha Guimarães explica que a diferença fundamental entre uma concessão e uma PPP é que esta conta com recurso público integrado, ou seja, o serviço é subsidiado pelo estado. “Como a arrecadação tarifária tem valor módico, não sendo suficiente para cobrir custos e gerar lucro, na PPP há a necessidade de subsídio público. Por isso, chamamos essa modalidade de concessão patrocinada.”
Guimarães acrescenta que a filosofia da PPP, ao menos na teoria, é ter contratos mais eficientes e econômicos, com garantias por parte do estado, distribuição de riscos e remuneração por desempenho ou performance. “A contraprestação pública [que remunera a parcela do serviço não quitada pela arrecadação junto ao usuário] pode sofrer variação, de acordo com metas estabelecidas pelo contrato. Um auditor independente avalia as metas e, se estiver tudo certo, o estado paga a remuneração cheia. Se houve algum problema, o valor diminui.”
R$ 5 milhões é o custo previsto pelas empresas para o projeto de duplicação das rodovias paranaenses. Pelo modelo de PPP, todos os gastos e terceirizações são comprovados por meio de notas. No final, tudo volta para o estado, que valida o plano de contas. No ato da licitação, caso um terceiro vença, paga os estudos na proporção que o governo validou.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Calendário público ganha vacina contra vírus HPV.

Governo Federal inclui na rede nacional vacinação que reduz infecções e previne casos de câncer de colo uterino.

Irene Roiko/ Gazeta do Povo
Irene Roiko/ Gazeta do Povo / A empresária Mirian Martins procurou a vacina contra o HPV para a filha de 12 anos, Maria Eduarda
A empresária Mirian Martins procurou a vacina contra o HPV para a filha de 12 anos, Maria Eduarda
O Ministério da Saúde anuncia hoje a inclusão da vacina contra o HPV (papilomavírus humano) no calendário nacional de vacinação. O vírus é o principal causador de câncer de colo de útero em mulheres, e até então a vacina estava disponível apenas na rede privada.
Apesar de o modelo a ser adotado não ter sido detalhado pelo ministério, a proposta que vinha sendo estudada era oferecer a vacina para meninas com idades próximas à faixa dos dez anos, para garantir que estejam imunizadas antes de qualquer atividade sexual.
A vacinação em massa pode ser eficaz na redução de infecções entre adolescentes, como mostra uma pesquisa divulgada pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos. Segundo o estudo, desde 2006, quando foi introduzida a imunização junto a jovens de 14 a 19 anos, o índice de meninas infectadas pelo HPV caiu 56% entre esta faixa etária. Hoje, pelo menos um terço das adolescentes com idade entre 13 e 17 anos já recebeu as doses nos EUA.
“[A vacinação em massa] pode reduzir a cadeia de transmissão do HPV, diminuindo a incidência de câncer de colo uterino provocada pelo vírus”, comenta o infectologista Jaime Rocha, do Laboratório Frischmann Aisengart, de Curitiba. “No caso dos meninos, a vacina pode ajudar a evitar câncer de laringe e do canal anal. Eles têm buscado muito as doses”, cita.
Somente no Frischmann Aisengart, a procura pelo imunizante cresceu mais de 200% no ano passado. Foram 642 pacientes vacinados em 2012, contra 162 em 2011.
Aplicação
Coordenadora do Centro de Vacinas do Hospital Pequeno Príncipe, a pediatra Heloísa Giamberardino explica que existem duas vacinas contra o HPV disponíveis no mercado – a bivalente, que protege contra os tipos 16 e 18 – associados ao câncer e propagados por relações sexuais, e a quadrivalente, contra estas duas cepas mais as 6 e 11 – relacionadas a verrugas genitais.
São necessárias três doses do imunizante. A aplicação da primeira ocorre na data escolhida pelo paciente e as demais em intervalos de dois e seis meses. Em Curitiba, cada dose quadrivalente, a mais procurada nas clínicas, custa entre R$ 290 e R$ 350.
A recomendação é que a aplicação seja feita na faixa etária entre 9 e 26 anos. “O ideal é antes do início da vida sexual, para que a pessoa já tenha anticorpos contra o HPV”, afirma Heloísa, ao observar, no entanto, que não há contraindicações para que o imunizante seja estendido a pessoas de outras idades.
Proteção
Foi depois de comentar sobre o HPV com o pediatra da filha de 12 anos, Maria Eduarda, que a empresária Mirian Martins decidiu investir na vacina contra o vírus. “Pensava que era cedo, mas achei importante ir atrás. É uma proteção para sempre”, analisa a mãe, que investiu nas doses também para a filha mais velha, de 26 anos. “O custo é alto, mas nossa saúde é muito mais cara”, diz.
Outras medidas
Exames secundários devem ser mantidos
A vacina contra o HPV é eficaz, mas ela não elimina a necessidade de outras formas de prevenção do vírus, segundo o ginecologista Gutemberg Leão de Almeida Filho, presidente da Comissão de Doenças Infectocontagiosas da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Isso inclui o uso de preservativos em relações sexuais e exames como o papanicolau, destinado a mulheres a partir dos 25 anos e capaz de detectar lesões que antecedem ao câncer de colo de útero. “Essa prevenção secundária precisa ser mantida por quem já recebeu a vacina”, diz.
Ele recomenda ainda a os pais que investirem na vacinação que não deixem de procurar os serviços de saúde só porque os filhos foram imunizados contra o papilomavírus humano.
Serviço
Veja onde encontrar em Curitiba a vacina quadrivalente, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus HPV. As condições de preço e pagamento podem variar de um estabelecimento para outro:
• Alergoclin – (41) 3224-5295. Rua Dom Alberto Gonçalves, 74 – Mercês.
• Centro de Vacinas Pequeno Príncipe – (41) 3310-1141. Avenida Desembargador Motta, 913 – Centro.
• Cevacine – (41) 3322-9696. Rua Brigadeiro Franco, 974 – Centro.
• Clínica de Imunizações – (41) 3024-4020. Rua Dr. Roberto Barrozo, 1.834 – Mercês.
• Clínica Paciornik – (41) 3015-2015. Rua Lourenço Pinto, 61 – Centro.
• Frischmann Aisengart – 4004-0103. Unidade Batel II – Rua Alferes Ângelo Sampaio, 1.299. Unidade Alto da XV – Rua XV de Novembro, 3.101.
• Imunoclin Vacinas – (41) 3222-8003. Rua Senador Xavier da Silva, 488 / Conjunto 106 - São Francisco.
• Inalar Vacinas – (41) 3222-0973. Rua Padre Anchieta, 378 – Mercês.
• Proteção Vacinas – (41) 3342-8705. Avenida do Batel, 1.230 – Batel.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Fabiana Murer fica com a prata em etapa da Diamond League

Brasileira, que ficou na frente da campeã olímpica, alcançou a marca de 4,63 m no salto com vara.

Wagner Carmo / CBAt
Wagner Carmo / CBAt / Fabiana tentou ultrapassar o sarrafo a 4,73 metros, para brigar pela medalha de ouro, mas falhou nas três tentativas
Fabiana tentou ultrapassar o sarrafo a 4,73 metros, para brigar pela medalha de ouro, mas falhou nas três tentativas
Fabiana Murer conquistou neste domingo a medalha de prata na sétima das 14 etapas da Diamond League, circuito mundial que reúne a elite do atletismo. Na disputa em Birmingham, na Inglaterra, a brasileira atingiu a marca de 4,63 metros no salto com vara e foi superada apenas pela cubana Yarisley Silva, que ficou com o ouro ao fazer 4,73 metros.
Atual campeã mundial do salto com vara, Fabiana tentou ultrapassar o sarrafo a 4,73 metros, para brigar pela medalha de ouro, mas falhou nas três tentativas. Assim, ficou atrás da cubana no pódio em Birmingham. Mas superou a norte-americana Jennifer Suhr, campeã olímpica da prova nos Jogos de Londres, que foi bronze com 4,53 metros.
Depois de perder o começo da temporada, ficando fora das competições em pista coberta (indoor), por causa de uma contusão Fabiana concentra sua preparação atualmente para a disputa do Mundial de Atletismo, que acontecerá de 10 a 18 de agosto, em Moscou, na Rússia, quando irá defender seu título conquistado em 2011, na Coreia do Sul.
Mais dois brasileiros competiram neste domingo em Birmingham, mas ficaram longe do pódio. Mahau Suguimati foi o último colocado nos 400 metros com barreiras, ao fazer 49s96 na prova vencida pelo porto-riquenho Javier Culson com 48s59. E Jonathan Silva ficou em sétimo lugar no salto triplo, com 16,10 metros na disputa que teve vitória do norte-americano Christian Taylor (17 66 metros).
O principal destaque da disputa em Birmingham foi a vitória da nigeriana Blessing Okagbare nos 200 metros. Com o tempo de 22s55 ela desbancou as duas grandes favoritas: a norte-americana Carmelita Jeter, atual campeã mundial da prova, que ficou apenas em sétimo lugar (23s36), e a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce, bicampeã olímpica dos 100 metros, que faturou a prata (22s72).
Fonte: Agência Estado

"É cedo para saber causas de pneus estourados", diz fabricante.

Pirelli deixou quatro pilotos na mão no GP da Inglaterra por causa de estouros.

Reuters
Reuters / Brasileiro Felipe Massa foi um dos pilotos que teve problemas com os pneus no GP da Inglaterra
Brasileiro Felipe Massa foi um dos pilotos que teve problemas com os pneus no GP da Inglaterra
Envolta em outras polêmicas ocorridas durante esta temporada, a Pirelli voltou a se tornar alvo de descontentamento dos pilotos e equipes da Fórmula 1, neste domingo, no GP da Inglaterra, em Silverstone, palco da oitava do Mundial deste ano. Desta vez, os compostos da fornecedora única da categoria deixaram vários competidores na mão, sendo que Lewis Hamilton, da Mercedes, Felipe Massa, da Ferrari, e Jean-Eric Vergne, da Toro Rosso, tiveram o mesmo pneu traseiro esquerdo estourado já na parte inicial da corrida.
Sergio Pérez, da McLaren, foi outro piloto prejudicado por falha do pneu e acabou abandonado a corrida, assim como ocorreu com Vergne. E o grande número de ocorrências durante a prova fez a Pirelli admitir que abrirá uma investigação para apurar as razões do problema anormal de seus pneus, projetando um esclarecimento rápido da situação visando a disputa do GP da Alemanha, no próximo domingo, em Nurburgring.
Entretanto, a empresa italiana disse que é muito cedo para apontar a causa dos problemas recorrentes com pneus durante o GP da Inglaterra. "Houve obviamente algumas falhas com pneus traseiros esquerdo que não tivemos antes", admitiu Paul Hembery, diretor esportivo da Pirelli, que depois acrescentou: "Estamos tratando muito seriamente essa situação e estamos investigando todos os pneus para determinar a causa o mais rápido possível, antes do próximo GP, na Alemanha".
O dirigente da Pirelli ainda garantiu que o novo processo de colagem do pneu, que foi introduzido pela fornecedora a partir desta corrida em Silverstone, não foi a causa para as falhas exibidas pelos compostos neste domingo.
"Pode haver alguns aspectos deste circuito que impactaram especificamente sobre a versão mais recente dos nossos pneus de 2013, mas neste momento não quero especular e agora iremos reunir todas evidências para descobrir o que aconteceu e, em seguida, dar os próximos passos apropriados que deverão ser necessários", completou.
No último dia 21, após julgamento realizado pelo tribunal da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), a Pirelli e a Mercedes foram apenas repreendidas pela entidade depois de a equipe alemã ter realizado testes privados de pneus entre os dias 15 e 17 de maio, no circuito de Barcelona. A escuderia e a empresa foram julgadas após protestos apresentados por Ferrari e Red Bull, que souberam da realização dos testes apenas no dia do último GP de Mônaco, vencido por Nico Rosberg, justamente da Mercedes.
Antes desta polêmica, a Pirelli foi alvo do descontentamento dos pilotos por causa do desgaste excessivo dos seus compostos durante outras provas desta temporada da Fórmula 1, fato que vinha provocando um número exagerado de pit stops.
Fonte: Agência Estado

Com título, seleção põe 'empreitada’ em dia rumo ao Mundial.

Brasil de Felipão deixa evento-teste da Fifa com time-base definido, mas com ajustes visíveis até a Copa do Mundo.

Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters / Campeão e Bola de Ouro do torneio, Neymar atraiu todos os flashes após a vitória sobre a Espanha
Campeão e Bola de Ouro do torneio, Neymar atraiu todos os flashes após a vitória sobre a Espanha
A obra mais atrasada para 2014 pôs o cronograma em dia. O Brasil deixa a Copa das Confederações com um time-base, ajustes claros por fazer e um grupo que usou os 32 dias de trabalho para aproximar-se da Copa e enfraquecer fantasmas que rondavam Luiz Felipe Scolari.
Paulinho, Júlio César, Luiz Gustavo, Oscar e Fred são os maiores vencedores. Juntam-se aos laterais, à zaga e a Neymar na lista de nomes certos.
Nesse grupo, se sobressai o volante do Corinthians que deve confirmar a transferência para o Tottenham, da Inglaterra. Mostrou a Felipão que volante goleador não é bom apenas para jornalista. Deu a força defensiva cobrada pelo treinador e se sentiu à vontade para subir ao ataque como no Corinthians.
“O Felipão me deu total liberdade. Há partidas nas quais não dá para subir tanto, por conta do esquema tático adversário”, explica. “Seu futebol se encaixa perfeitamente no ritmo do futebol inglês”, diz David Luiz, prevendo um Paulinho melhor na Copa.
A Inglaterra que recebe Paulinho deixará de ser a casa de Júlio César. A boa participação – pontuada pelo pênalti defendido contra o Uruguai – reabriu o mercado italiano e fez experiente goleiro acabar com a dúvida no gol que se arrastava desde 2010.
Também não há mais dúvida sobre o 9. Felipão bancou Fred mesmo em jejum. “Ele é definidor, matador mesmo, sabe fazer gols”, vibrou o técnico, logo após a conquista de ontem, com dois gols do atacante.
A relação de confiança e ajuda mútuas é uma marca de Scolari. Sob esse aspecto, Luiz Gustavo e Oscar ganharam pontos preciosos.
Luiz Gustavo formou uma dupla segura com Paulinho – e bem reposta por Fernando e Hernanes – a ponto de fechar quase definitivamente a porta para Ramires.
Discreto para o torcedor, Oscar recebeu elogios constantes da comissão técnica e criou as condições para Neymar se tornar a referência técnica do time.
O clamor por Ronaldinho Gaúcho e Kaká silenciou, apesar de o treinador ter dito que as portas seguem abertas. "Nós não prometemos que será este grupo para o Mundial e eles sabem disso”, disse Felipão.
“A gente vai ver o momento, como [Kaká e Ronaldinho] estão jogando. Vamos fazer as observações nos jogos na Europa e no Brasil”, completou o treinador.
Pelo histórico da Copa das Confederações, 71% do grupo joga o Mundial. A impressão é de que a taxa de manutenção será maior, mesmo com alguma mudança pontual. “Temos um ano para chegar ao nível dos favoritos: Alemanha, Espanha e Argentina.”
O titular mais vulnerável é Hulk. É a bola da vez para a entrada de mais um volante (Hernanes) ou zagueiro (Dante). Uma obra que, embora Felipão não admita, parece estar no atualizado cronograma da seleção até a Copa.
Participação do público valoriza torneio da Fifa
Ana Luzia Mikos, enviada especial
Se há ressalvas identifica­­das durante a Copa as Con­­federações, elas não estão nas arquibancadas. O evento preparatório para a Copa do Mundo ganhou um expressivo reconhecimento público. Com 11 anos de realização, o torneio no Brasil teve a segunda melhor média de público da competição com 49.973 torcedores. A taxa de ocupação supera 75%. Foram comercializados 802.616 ingressos para todas as 16 partidas.
A versão brasileira só perde para a edição de 1999, no México, com média de 60.625 pessoas. A vice-colocação tem justificativa. Afinal, do outro lado estava um gigante: o estádio Azteca e seus registros de públicos superiores a 82 mil pessoas na primeira fase, saltando para 110 mil pessoas na final disputada entre Brasil e México.
Em 2013, o jogo mais concorrido da etapa classificatória não contou com a presença dos anfitriões. A Itália de Balotelli, o México de Chicharito e o novo Maracanã levaram 73.123 torcedores ao estádio, no dia 16 de junho.
O campeão do esvaziamento foi Taiti e Nigéria. O jogo inaugural em Belo Horizonte – foi prejudicado por um erro no sorteio em dezembro e que tirou o Uruguai da capital mineira na primeira fase – contou com apenas 20.187 pessoas.
A taxa de ocupação do torneio passou de 80% e foi considerada um sucesso pela Fifa. Brasil e Itália, em Salvador chegou a 100%, assim como a final de ontem.
Mais caros e muito mais concorridos, os ingressos para o Mundial de 2014 terão os valores anunciados amanhã. Pacotes VIPs – que incluem ingresso categoria 1 e serviços de hospitalidade já estão disponíveis no site da entidade.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Vôlei de Presidente Prudente conquista a quarta vitória pelo Paulista.

A equipe prudentina Alimentos Wilson/Tênis Clube/Semepp conquistou a quarta vitória seguida pelo Campeonato Paulista de Voleibol da Primeira Divisão, na noite dessa quinta-feira (27).

Jogando no Ginásio de Esportes Santa Felicia, na cidade de São Carlos, a equipe comandada pelo técnico Marcelo Lorençoni venceu o Yazigi/Aquário/Fatto por 3 sets a 0, com parciais de 25/20, 25/20 e 25/20.

Com a vitória, mantém a liderança da competição com 10 pontos. “Mais uma vez vencemos e convencemos. Foi uma vitória que fortalece ainda mais o grupo. Assumimos novamente a liderança da competição com essa vitória, mas é bom lembrar que ainda não ganhamos nada. É manter os pés no chão, pois tem muita coisa ainda pela frente para acontecer”, comenta o treinador.

Prudente volta a jogar pelo Paulista no dia 6 de julho, às 17h, diante do C.S.S./Exercito de Osasco. A partida será no Ginásio Municipal de Esportes José Liberatti, em Osasco.

Fonte: Portal Prudentino