segunda-feira, 2 de abril de 2012

Nota Fiscal Paulista libera R$ 921,7 milhões em créditos.

Montante, 21% maior que os R$ 762,9 milhões de outubro, é a maior quantia já devolvida aos consumidores. As liberações ocorrem duas vezes por ano, em abril e outubro.

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo liberou nesta segunda-feira (2) R$ 921,7 milhões em créditos do programa Nota Fiscal Paulista. O montante, 21% maior que os R$ 762,9 milhões de outubro, é a maior quantia já devolvida aos consumidores. As liberações ocorrem duas vezes por ano, em abril e outubro.
Os beneficiários dos créditos referentes às compras no segundo semestre de 2011 poderão transferir os valores para conta corrente ou poupança de sua titularidade ou abater a quantia no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) a partir de outubro. O depósito na conta do contribuinte é feito na semana seguinte ao pedido de liberação. Os valores ficam à disposição dos consumidores por cinco anos.
De acordo com a secretaria, entidades de assistência social e da área da saúde sem fins lucrativos e condomínios residenciais, que também podem participar do programa, têm R$ 41,5 milhões em créditos à disposição. Essa quantia é 39% superior aos R$ 29,9 milhões da liberação de outubro. Ao todo existem 3.870 instituições sociais que participam do programa com suas próprias notas fiscais ou notas doadas por terceiros.
O programa Nota Fiscal Paulista já creditou ao todo R$ 5,7 bilhões a consumidores que efetuaram compras no Estado desde o início do programa, em 2007. Existem 12,7 milhões de consumidores cadastrados.
Fonte: Agência Estado

Gafisa tem prejuízo líquido R$ 1,09 bilhão em 2011.


Gafisa encerrou o ano passado com prejuízo líquido de 1,093 bilhão de reais, comparado a lucro de 416,05 milhões de reais em 2010, conforme dados divulgados no domingo, em meio à tentativa da companhia de revisar sua estrutura e suas operações para retornar ao crescimento.

A construtora e incorporadora apresentou números preliminares não-auditados, justificando que, após realizar "profunda análise dos impactos econômicos das mudanças estratégicas adotadas e da revisão orçamentária requerida... os auditores vão necessitar de tempo adicional para completar seus trabalhos".

Os dados consolidados auditados e incluindo resultados do quarto trimestre devem ser divulgados até 9 de abril.

O prejuízo em 2011, segundo a empresa, foi decorrente principalmente de ajustes de 889,5 milhões de reais, sendo 69 por cento equivalente à Tenda - unidade voltada ao segmento econômico que, desde que foi adquirida pela companhia, vem impactando os resultados do grupo - e 31 por cento à Gafisa.

No quarto trimestre, a Gafisa informou ter feito reajuste de orçamento de custos de construção no valor de 587 milhões de reais, equivalente a 6 por cento da base original de custos total. Segundo a empresa, empreendimentos executados por terceiros e franqueados representaram 49 por cento dos desvios preliminares de custos, 26 por cento estão em regiões que foram descontinuadas e 25 por cento por construções gerenciadas internamente. Com isso, o impacto nos resultados do trimestre foi de 440,9 milhões de reais.

A construtora informou ainda ter realizado análise detalhada da carteira de recebíveis de Tenda.

"A Gafisa realizou alterações significativas em sua estrutura e gestão que posicionam a companhia para o desenvolvimento no longo prazo e para um melhor desempenho financeiro. Os resultados financeiros consolidados do ano refletem as ações corretivas necessárias, como a redução do negócio Tenda, o destrato com potenciais proprietários de imóveis que já não se qualificavam mais para financiamento bancário e um foco geográfico reduzido", afirmou a companhia no balanço.

A revisão orçamentária de custo de construção dos segmentos Tenda e Gafisa, segundo a empresa, ocorreu por meio de foco nas regiões geográficas onde há maior controle de sua cadeia de suprimentos.

"Apesar dos impactos terem sido relevantes, não houve impacto no nosso fluxo de caixa atual, e nossa liquidez se mantém suficiente para cumprirmos com nossas obrigações e executarmos nosso novo plano estratégico", acrescentou a Gafisa no documento.

Em 31 de dezembro, a posição de caixa da companhia era de 983,7 milhões de reais, contra 1,2 bilhão ao final de 2010. Em 31 março de 2012, a posição de caixa era de aproximadamente 900 milhões de reais.

Em todo o ano passado, o consumo de caixa somou 200,2 milhões de reais. Já as despesas operacionais aumentaram de 525,3 milhões em 2010 para 865,1 milhões de reais.

A receita líquida da construtora, por sua vez, caiu 25 por cento, para 2,788 bilhões de reais.

2012

A Gafisa fechou 2011 com banco de terrenos potencial para lançamentos de 21,8 bilhões de reais. Para este ano, a estimativa da empresa é de lançamentos na faixa entre 2,7 bilhões e 3,3 bilhões de reais, com o segmento Gafisa respondendo por metade deste volume, AlphaVille por 40 por cento e Tenda, 10 por cento.

Nos três primeiros meses de 2012, a companhia informou ter lançado 400 milhões de reais.

Em termos de entregas, a companhia espera somar de 22 mil a 26 mil unidades em 2012, sendo 30 por cento do segmento Gafisa, 50 por cento de Tenda e o restante de AlphaVille. No primeiro trimestre deste ano, foram entregues 6 mil unidades e concluído o repasse de 2.500 clientes de Tenda para instituições financeiras.

A Gafisa informou também que espera gerar entre 500 milhões e 700 milhões de reais em fluxo de caixa operacional em 2012.

Fonte: Reuters

Acordo Apple-Foxconn deve melhorar condições de trabalho.

Reuters
Reuters / Policial controla fila de candidatos a vagas na Foxconn: empresa vai reduzir carga horária dos empregados
Policial controla fila de candidatos a vagas na Foxconn: empresa vai reduzir carga horária dos empregados

Em um marco para o modo como as companhias do Ocidente fazem negócios na China, a Apple informou na quinta-feira que concordou com seu parceiro Foxconn em melhorar substancial­­men­­te as condições de trabalho nas fábricas que produzem seus aparelhos mais populares. A Foxconn – que faz dispositivos como o iPhone e o iPad e é apontada como uma empregadora dura, que exige longas cargas horárias e fornece poucas folgas para os trabalhadores de suas fábricas, que têm o tamanho de cidades – irá contratar dezenas de milhares de novos trabalhadores, melhorar condições de segurança e outros benefícios.
Trata-se de uma resposta a uma das maiores inves­­tigações já conduzidas sobre as operações de uma companhia norte-americana no exterior. A Apple concor­­dou com a investigação indepen­dente da Fair Labor As­­so­­cia­­tion (FLA) diante de críticas de que sua produção era baseada no trabalho de chineses em condições questionáveis. A associação, após ouvir mais de 35 mil empregados da Foxconn (ao todo, são 1,2 milhão) em três fábricas, disse que havia múltiplas violações às leis do trabalho, incluindo excesso de horas trabalhadas e plantões não remunerados.
A Apple, empresa mais valiosa do mundo, e a Fox­­conn, maior empregadora do se­­tor privado chinês e principal contratada para manufaturar produtos Apple, são tão dominantes na indústria global da tecnologia que o acordo firmado entre ambas provavelmente terá um impacto substancial em todo o setor. As condições de trabalho em muitas fabricantes na China que abastecem o Ocidente são consideravelmente piores do que aquelas da Foxconn. “A Apple e a Foxconn são obviamente as duas maiores no setor e a união delas para uma mudança realmente deve definir um novo padrão (de relações de trabalho) para o restante do setor”, disse o presidente da FLA, Auret van Heerden,.
Mais imediatamente, o acordo Apple-Foxconn irá ele­­var os custos para outras fabricantes do Ocidente com contratos com chinesas, incluindo nomes como Dell, HP, Amazon.com, Motorola Mobility, Nokia e Sony. E pro­­vavelmente resultará em preços maiores dos produtos aos consumidores, embora o impacto possa ser limitado considerando que os custos trabalhistas são uma fração pequena de todo o dinheiro necessário para fabricação de produtos de alta tecnologia.
A Foxconn disse que vai reduzir a carga horária para 49 horas por semana, incluindo horas-extra, ao mesmo tempo em que manterá a remuneração atual. A auditoria da FLA descobriu que durante os picos de produção a carga chegava a superar 60 horas semanais, em média.
O vice-primeiro-ministro e provável futuro chefe de Governo chinês, Li Keqiang, afirmou ao presidente executivo da Apple, Tim Cook, que as empresas estrangeiras na China devem ter cuidado com seus empregados. A Apple não comentou a informação.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo/Reuters

Brasil é o segundo país mais perigoso para jornalistas trabalharem.

Cinco profissionais da imprensa brasileira perderam a vida de maneira violenta no primeiro trimestre de 2012, mostra relatório.

Trinta e um jornalistas morreram no mundo em atos de violência nos primeiros três meses de 2012, o que representa um aumento de 50% em relação ao mesmo período de 2011, informou nesta segunda-feira a Campanha Emblema de Imprensa (PEC, na sigla em inglês).
O segundo país mais perigoso para os jornalistas foi o Brasil, onde cinco profissionais da imprensa perderam a vida de maneira violenta no primeiro trimestre de 2012.
A pior situação é a da Síria, onde nove jornalistas morreram, cinco estrangeiros e quatro repórteres do país árabe, informou a PEC, que considerou em comunicado que estes dados refletem "uma tendência alarmante e demonstra que a segurança do trabalho dos jornalistas piorou no início deste ano.
"A Síria está na linha de frente dos lugares mais perigosos para os jornalistas", manifestou Blaise Lempen, presidente da organização, que tem sede em Genebra.
Ao todo, 11 jornalistas morreram na Síria desde o início do conflito, em março de 2011. Dois jornalistas turcos estão desaparecidos no país há duas semanas.
A PEC expressou sua preocupação pela prática do governo de Bashar al Assad de deter de maneira sistemática jornalistas sírios em todo o país, e afirmou também que os dois repórteres turcos podem estar sendo submetidos à tortura.
A organização ressaltou que as restrições à cobertura da imprensa prolongam o sofrimento dos cidadãos do país. Lempen assinalou que "se a violência não for interrompida, então é possível que se repita a longo prazo um cenário como o do Iraque".
Na Somália, três jornalistas morreram, e na Índia, Bolívia e Nigéria, dois repórteres perderam a vida de maneira violenta. A PEC registrou uma morte em cada um destes países: Afeganistão, Colômbia, Haiti, Honduras, México, Paquistão, Filipinas e Tailândia.
Fonte: EFE

Pelo menos 32 morrem em queda de avião na Sibéria.

Aeronave desapareceu dos radares pouco depois de decolar, caindo cerca de 40 quilômetros distante do aeroporto de onde partiu, em Roschino.

Foto: REUTERS/Emergencies Ministry Press Service/Handout
REUTERS/Emergencies Ministry Press Service/Handout / Polícia e bombeiros investigam a queda do avião ATR 72, da empresa Utair, na Sibéria
Polícia e bombeiros investigam a causa do acidente

Um bimotor ATR-72 com 43 pessoas a bordo caiu na Sibéria matando pelo menos 32 pessoas, informou nesta segunda-feira o Ministério para Situações de Emergência da Rússia.
O ATR-72, um avião turboélice bimotor, de fabricação franco-italiana era operado pela UTair, e decolou do aeroporto de Roschino, perto de Tyumen, em direção a Surgut (também na Sibéria), caindo em um campo nevado, de acordo com o ministério.
Segundo as agências russas, o avião desapareceu dos radares pouco depois de decolar, caindo cerca de 40 quilômetros distante do aeroporto de onde partiu, às 7h50 locais de segunda-feira (22h50 de domingo no horário de Brasília).
Segundo informações, havia 39 passageiros e 4 tripulantes a bordo, informou um porta-voz do ministério à agência de notícias "Interfax". Segundo a agência, ainda não estão claras as causas do acidente. A UTair divulgou uma lista dos ocupantes da aeronave, e, segundo a "Interfax", nenhum deles parece ser estrangeiro. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Agência Estado

Helicópteros brasileiros resgatarão reféns na Colômbia.

Reféns serão libertados a partir desta segunda-feira. Os aparelhos Cougar, emprestados pelo Brasil, chegaram no domingo ao país vizinho com membros de uma comissão humanitária.

Dois helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram à Colômbia para resgatar reféns que estão prestes a ser libertados por guerrilheiros esquerdistas depois de mais de 12 anos de cativeiro na selva.
Os aparelhos Cougar, emprestados pelo Brasil, chegaram no domingo ao país vizinho com membros de uma comissão humanitária que participará da libertação dos reféns.
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), concordaram em libertar dez reféns nesta segunda e na quarta-feira.
A comissão inclui membros do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, da organização Colombianos para a Paz e a senadora Piedad Córdoba, mediadora de negociações com as FARC para a soltura de reféns.
As aeronaves brasileiras deverão voar agora para um local não identificado para recolher os cativos. "Os helicópteros partirão por volta das 8h (10h de Brasília)", afirmou Córdoba. "Eu não sei quem será libertado primeiro. Mas a libertação será em duas etapas: segunda e quarta-feira."
Os militares da Colômbia interromperam todas as atividades na área onde ocorrerá a libertação.
As FARC, maior movimento guerrilheiro da América Latina, anunciaram em fevereiro que libertaria os seis policiais e quatro soldados ainda em seu poder e que abandonariam a prática de sequestros por resgates. O plano, no entanto, foi adiado para abril, e o grupo continua em conflito com o exército colombiano.
Na semana passada, militares colombianos mataram 36 supostos rebeldes da FARC e capturaram outros quatro em uma ofensiva no departamento (Estado) de Meta, segundo officiais. A operação foi anunciada pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, menos de uma semana depois de o exército ter matado mais de 30 guerrilheiros numa ofensiva semelhante.
O governo estima que as FARC, fundadas em 1964, tenham cerca de 9 mil combatentes em regiões montanhosas e de selva da Colômbia. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Agência Estado

Gol começa a demitir pilotos e comissários.

Empresa fará, nesta segunda-feira, reuniões com os funcionários para comunicar cortes.

Gol começa nesta segunda-feira (2) a realizar uma série de demissões em seu quadro de pilotos, copilotos e comissários de bordo. A empresa fará, ao longo desta segunda-feira, reuniões com os funcionários para comunicar os cortes - elas estão sedo realizadas em um hotel próximo ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Procurada pela Agência Estado, a assessoria de imprensa da companhia aérea confirmou que as reuniões são para comunicar os desligamentos, mas disse que só no final do dia soltará um comunicado divulgando detalhes, como o número de profissionais demitidos.
Na semana passada, após a publicação de seu balanço financeiro, no qual apresentou prejuízo de cerca de R$ 700 milhões em 2011, o presidente da empresa, Constantino de Oliveira Junior, anunciou que estão sendo eliminados entre 80 e 100 voos diários (essa revisão da malha teve início em março e deve ser concluída agora em abril). O número equivale a 8% dos voos diários totais da Gol e da WebJet.
De acordo com o executivo, os cortes de pilotos e comissários são necessários em razão desse ajuste na malha, que têm como principal objetivo reduzir custos. Na ocasião, ele disse que ainda não podia citar o número de funcionários que seriam demitidos.
Fonte: Agência Estado

Começam a valer as novas regras para o ponto eletrônico.

Mudanças deveriam ter sido adotadas no fim do ano passado, mas foram adiadas em decorrência das dificuldades técnicas de algumas áreas.

O setor industrial está entre os que devem começar a adotar nesta segunda-feiras (2) as novas regras do ponto eletrônico. As mudanças deveriam ter sido adotadas no fim do ano passado, mas foram adiadas em decorrência das dificuldades técnicas de algumas áreas.
As regras também passam a valer para o comércio, o setor de serviços, de transportes, construção, comunicações, energia, saúde, de educação e financeiro.
Em 1º de junho, a obrigatoriedade entra em vigor para as empresas que exploram atividade agroeconômica. A partir de 3 de setembro, valerá para as microempresas e empresas de pequeno porte.
De acordo com as novas regras, será impresso um comprovante para o trabalhador para que o relógio de ponto seja inviolável. Segundo o Ministério da Trabalho, a regra está sendo adotada para evitar fraudes na marcação das horas trabalhadas.
Fonte: Agência Brasil

Desemprego na Eurozona bate novo recorde: 10,8%.

No total, 17,13 milhões de pessoas estavam inscritas em fevereiro nas listas de desemprego. Nível de desemprego na Espanha continua sendo o maior do bloco.

O índice de desemprego na Eurozona em fevereiro ficou em 10,8% da população ativa, contra 10,7% em janeiro, o que representa um novo recorde em 15 anos, anunciou nesta segunda-feira (2) a agência europeia estatísticas, Eurostat.
No total, 17,13 milhões de pessoas estavam inscritas em fevereiro nas listas de desemprego da Eurozona, 162.000 a mais que em janeiro e 1,48 milhão a mais que em fevereiro de 2011, segundo a Eurostat.
Os analistas apostavam em uma estabilização do índice, a 10,7%.
Este é o 10º mês consecutivo em que a Eurozona registra um índice de desemprego superior a 10% da população ativa.
O nível de desemprego na Espanha continua sendo o maior do bloco (23,6%), seguido pela Grécia (21%) - que entrou na pesquisa com dados de dezembro. Em seguida aparecemPortugal (15%) e Irlanda (14,7%).
Na Itália, terceira maior economia da Eurozona, o desemprego era de 9,3% em fevereiro, 0,2% acima do resultado de janeiro. A França registrou índice de 10%.
Os menores resultados no bloco foram registrados na Áustria (4,2%), Holanda (4,9%), Luxemburgo (5,2%) e Alemanha (5,7%), segundo a Eurostat.
No conjunto da União Europeia (UE), o índice de desemprego foi de 10,2%, contra 10,1% em janeiro.
Setor industrial da zona do euro encolhe pelo 8º mês
O setor industrial da zona do euro encolheu pelo oitavo mês seguido e a um ritmo mais rápido em março, ampliando os sinais de que o bloco está em recessão conforme a contração se espalha para os principais membros, França e Alemanha, mostrou uma pesquisa nesta segunda-feira (2)

Fonte: AFP

Espanhóis que desembarcarem no Brasil serão submetidos a uma série de exigências.

Procedimentos serão tomados a partir desta segunda-feira. As medidas são semelhantes às adotadas na Espanha em relação aos brasileiros que chegam ao país.

Os espanhóis que desembarcarem a partir desta segunda-feira no Brasil serão submetidos a uma série de exigências para conseguir a autorização de entrada. A decisão foi tomada pelo governo brasileiro como medida de reciprocidade ao tratamento dispensado aos brasileiros que tentam ingressar em território espanhol. As medidas são semelhantes às adotadas na Espanha em relação aos brasileiros que chegam ao país.
A iniciativa ocorre no momento em que brasileiros são impedidos de entrar na Espanha, caso não cumpram as exigências feitas pelas autoridades espanholas. Até agosto de 2011, 1.005 brasileiros foram barrados em aeroportos do país. A estimativa é que cerca de 158,7 mil brasileiros vivam em território espanhol. Na Europa, a comunidade brasileira é aproximadamente 900 mil.
O Ministério das Relações Exteriores nega que a adoção das exigências seja uma retaliação às humilhações sofridas por brasileiros na Espanha, que relatam casos de discriminação e preconceito, além de serem impedidos de se comunicar com autoridades do Brasil.
Pelas novas regras, os espanhóis que quiserem entrar no país terão de estar com o passaporte válido por, no mínimo, seis meses. Também serão exigidos os comprovantes de passagens de ida e volta (com data marcada).
O espanhol que for se hospedar em hotel deverá apresentar o documento de reserva. Caso venha a se hospedar em casa de amigos ou parentes, terá de mostrar uma carta-convite. O documento deve conter a assinatura do responsável pela residência na qual o espanhol ficará, autenticada em cartório, e um comprovante de residência dessa pessoa.
O último item se refere à renda mínima do espanhol que pretende visitar o Brasil. Ele deve comprovar que tem condições financeiras para arcar com até R$ 170 de despesas, por dia, em território brasileiro.
Em junho do ano passado, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, esteve no Congresso Nacional e mencionou as queixas dos brasileiros impedidos de entrar na Espanha. Patriota disse ter conversado com a chanceler espanhola, Trinidad Jiménez, lembrando que poderia ser adotado o chamado acordo de reciprocidade.
Fonte: Agência Brasil